quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Caso Clínico III

Chegou a clínica de Odontologia da FOP um paciente F. B. D., sexo masculino, de 15 anos, queixando-se que os seus dentes eram muito escuros e perguntou ao aluno da clínica de dentística que o atendeu se era possível realizar um clareamento dentário, pois tinha muita vergonha da cor dos seus dentes.
O referido aluno disse que haveria uma possibilidade de clareamento, porém seria necessário um exame mais detalhado para que se fizesse uma verificação das condições de todos os elementos dentários.
Ao exame procedido pelo estudante, o mesmo evidenciou em alguns dentes áreas de erosão ao nível do esmalte dentário, bem como observou rugas na superfície do esmalte de alguns elementos e a exploração com a sonda diagnosticou depressões com exposição áreas de dentina., habilidoso que era o aluno resolveu radiografá-los observando que em alguns dentes a camada de esmalte que reveste a coroa dentária era muito fina e em determinadas regiões estava completamente ausente o que levou a pensar que se tratava de um caso de Amelogênese Imperfeita, o que foi confirmado pelos professores da disciplina.

33 comentários:

  1. Relatora: Angélica Ferraz
    Coordenador: Addler Cruz

    Caso Clínico III

    Termos Desconhecidos:
    -Amelogênese Imperfeita;
    -Causas de dentes escuros;
    -Causa de erosão ao nível do esmalte dentário;
    -Causa de rugas na superfície do esmalte;
    -Tratamento de clareamento.

    Objetivos:
    -Descobrir o que é Amelogênese Imperfeita;
    -Causas de erosão ao nível do esmalte dentário e de rugas na superfície do esmalte;
    -Estrutura observada na radiografia do dente.

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  3. A amelogênese imperfeita é uma condição hereditária transmitida como característica dominante que faz com que o esmalte do dente seja mole e fino. Os dentes apresentam uma aparência amarela, pois a dentina é visível pelo esmalte. Os dentes são danificados com facilidade e suscetíveis à cárie.
    Há pelo menos 14 diferentes subtipos hereditários de amelogênese imperfeita, com vários padrões de herânça e uma ampla variedade de manifestações clínicas. Como prova da natureza complicada do processo, existem vários sistemas de classificação diferentes.
    A formação do esmalte é um processo de múltiplas etapas, e problemas podem aparecer em qualquer uma delas. Em geral, o desenvolvimento do esmalte pode ser dividido em três estágios principais:
    * elaboração da matriz orgânica;
    * mineralização da matriz;
    * maturação do esmalte.
    Os defeitos hereditários da formação do esmalte também são divididos, ao longo dessas linhas, em hipoplásico, hipocalcificado e hipomaturado.
    http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001578.htm
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Amelog%C3%AAnese_imperfeita

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  4. A amelogênese imperfeita é caracterizada como um
    grupo diverso de desordens hereditárias que representam
    anormalidades estruturais do esmalte. Tendo em
    vista a ocorrência dessa anomalia em proporções de
    1:718 a 1:14.000 pessoas, bem como a complexidade
    no seu diagnóstico e tratamento, o presente estudo tem
    por intuito descrever o acompanhamento longitudinal
    de um caso de amelogênese imperfeita hipoplásica em
    ambas as dentições de uma paciente leucoderma de
    cinco anos de idade, que apresentava os dentes amarelados,
    disformes e de tamanho alterado. O acompanhamento
    clínico e radiográfico da paciente durante cinco
    anos envolveu orientação de higiene bucal, tratamento
    cirúrgico, endodôntico e restaurador. Em razão da possível
    complexidade de casos como o dessa paciente, a
    correta identificação desta enfermidade, seguida pelos
    tratamentos restaurador e preventivo, é essencial para
    que o paciente alcance uma dentição satisfatória do
    ponto de vista estético-funcional.
    Hart S, Hart T, Gibson C, Wright JT. Mutational analysis of Xlinked
    amelogenesis imperfecta in multiple families. Arch Oral
    Biolog 2000; 45(1):79-6.

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  5. A AI pode apresentar quadros complexos, sendo
    o diagnóstico correto e precoce e o tratamento restaurador
    e preventivo, essenciais para o sucesso do
    tratamento dessa anomalia. O diagnóstico de defeitos
    no esmalte dentário deve se basear em dados
    clínicos, radiográficos e, quando possível, em dados
    laboratoriais. O cuidadoso planejamento, associado
    a um adequado acompanhamento, permitirá que o
    paciente alcance uma dentição com características
    estético-funcionais satisfatórias.
    Hart S, Hart T, Gibson C, Wright JT. Mutational analysis of Xlinked
    amelogenesis imperfecta in multiple families. Arch Oral
    Biolog 2000; 45(1):79-6.

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  6. A formação do esmalte faz parte do processo global do desenvolvimento dentário. Quando os tecidos de desenvolvimento do dente são vistos com o uso da microscopia, diferentes agregações celulares podem ser identificados, incluindo estruturas conhecido como o órgão do esmalte, lâmina, e papila dentária.[5] As fases geralmente reconhecidas do desenvolvimento do dente são: botão (ou broto dental), capuz (ou casquete) e campânula. A formação do esmalte é vista na primeira fase da coroa.

    Amelogênese, ou formação do esmalte, ocorre após a formação da dentina, através de células conhecidas como ameloblastos. O esmalte dentário humano recebe um incremento de aproximadamente 4 μm diários, iniciando pelo local das futuras cúspides, no terceiro ou quarto mês de gravidez. A criação do esmalte geralmente pode ser dividida em dois estágios:[6] O primeiro, chamado de estágio secretório, envolve proteínas e matrizes orgânicas formando um esmalte parcialmente mineralizado. O segundo, chamado de estágio de maturação, completa a mineralização do tecido.
    No estágio secretório, os ameloblastos são células colunares polarizadas. No retículo endoplasmático rugoso destas células, proteínas do esmalte são liberadas para a área circundante e contribuem para o que é conhecido como o matriz do esmalte que é então parcialmente mineralizada pela enzima fosfatase alcalina.[7] Quando esta primeira camada é formada, os ameloblastos afastam-se NEVILLE, D.D.S., et al. Anomalias dos dentes.
    NEVILLE; Patologia oral e maxilofacial. Rio de Janeiro
    Guanabara Koogan, 1995. cap. 2, p.43-92da dentina, permitindo o desenvolvimento dos processos de Tomes. Histologicamente, o aspecto mais notável desta fase é que estas células tornam-se estriadas, e/ou formam tufos. [7] Estes sinais demonstram que os ameloblastos alteraram sua função de produção (fase secretora), para a de transporte. Proteínas utilizadas no processo de mineralização final, compõem a maioria dos materiais transportados. As proteínas envolvidas mais importantes são as amelogeninas, ameloblastinas, enamelinas e as tuftelinas.[8] Durante esse processo, amelogeninas e ameloblastinas são removidas após o uso, deixando enamelinas e tuftelinas no esmalte.[9] Até ao final desta fase, o esmalte já completou a sua mineralização.

    Os ameloblastos são diferenciados momentos antes do dente surgir na boca. Consequentemente, o esmalte, ao contrário de muitos outros tecidos do organismo, não tem qualquer capacidade própria de regeneração.[10

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  7. pessoal vocês estam sendo muito mal avaliados na discussão deste caso. vamos postar pessoal.

    AQUI ESTÃO VÁRIOS QUESTIONAMENTOS A SEREM RESPONDIDOS:

    1-QUAL A NATUREZA E COMPOSIÇÃO DO ESMALTE PARA QUE ELE POSSA SER CONSIDERADO A ESTRUTUTRA MAIS DURA DO CORPO.
    2COMO PODEMOS CARACTERIZAR AS FASE DA AMELOGENESE?

    3-COMO SE EXPLICA O PORQUE DO ESMALTE SER UMA DAS ESTRUTURA MAIS DURAS DO CORPO E QUANDO DIANTE DE PREPAROS CAVITÁRIOS ELE É TOTALMENTE FRIÁVEL QUENDO NÃO ENCONTRA-SE SOBRE SUPORTE DENTINÁRIO.

    4-QUAIS SÃO AS FASES DA AMELOGENESE?

    5-QUE IMPORTÂNCIA TEM O EPITÉLIO INTERNO DO ÓRGÃO DO ESMALTE NA FORMAÇÃO DA COROA DENTÁRIA?

    6-QUE IMPORTANCIA POSSUE A INVERSÃO DA POLARIDADE DO EPITELIO INTERNO DO ORGÃO DO ESMALTE NA FASE DE DIFERENCIAÇÃO DO ESMALTE?

    7-PARA QUE SERVE O RETICULO ESTRELADO?

    8-PARA QUE SERVEM OS PRISAS DO ESMALTE?

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  8. DENTES ESCUROS

    Os dentes escurecem devido a vários fatores, podendo ser por necrose (morte) da polpa dental, por causa da ação de produtos usados para “fazer o canal” do dente (que não foram devidamente empregados), por causa de pigmentos oriundos de alimentos, refrigerantes, doces, café, chás e outros.

    Os dentes podem nascer manchados ou escurecidos, fato que ocorre quando durante a gravidez a gestante faz uso de antibióticos (tipo tetraciclina) ou outros medicamentos que prejudicam a formação dos dentes do feto; ou ainda por má formações dos germes dentários que podem ser congênitas, hereditárias e/ou adquiridas.

    Dependendo da causa do escurecimento dental e do tempo, podemos clarear os dentes. No entanto para cada causa de escurecimento vamos ter um tratamento diferente, tratamentos estes que vão desde a aplicação de substâncias que clareiam os dentes até o recobrimento destes com materiais restauradores estéticos.

    http://www.cir.com.br/?tipo=como-tratar-dentes-escuros&pg=artigos-all&id=1486

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  10. A erosão dentária é definida como perda irreversível
    de estrutura dentária superficial devido a um processo
    químico decorrente da atuação de ácidos cujo pH é inferior
    a 4,5 causando a dissolução tanto da hidroxiapatita como
    da fluorapatita presentes no esmalte dentário .
    Esta alteração bucal pode ser desencadeada por
    fatores intrínsecos, como a xerostomia (diminuição da
    liberação de saliva), a qual tem importante papel no
    tamponamento dos ácidos; e anorexia nervosa, bulimia e
    problemas gastro-esofágicos cujas freqüentes regurgitações
    e vômitos expõem o ambiente bucal a um pH de
    aproximadamente 2,3 pela presença do suco gástrico. Os
    fatores extrínsecos, que também podem ser responsáveis
    pela ocorrência da erosão, incluem alimentos, bebidas
    (refrigerantes, sucos de frutas, isotônicos e chás) e produtos
    ácidos advindos do ambiente de trabalho, os quais mantêm
    o pH bucal baixo.

    Clinicamente, o dente com erosão dentária apresenta
    defeitos côncavos sem aspereza e a superfície do esmalte
    polida. As faces dentárias acometidas geralmente são
    vestibular, lingual e oclusal. Quando o fator causal é
    intrínseco, os desgastes se encontram mais freqüentementenas faces palatinas e oclusais dos dentes superiores, e
    linguais e oclusais dos dentes inferiores posteriores .
    Já a erosão de ordem extrínseca afeta também as superfícies
    vestibulares.
    Apesar das claras características clínicas, o
    diagnóstico da erosão dentária é difícil, pois pode estar
    associada a outros fatores causais do desgaste dentário,
    tais como abrasão e atrição. Ambas situações são causadas
    por fatores mecânicos. A abrasão é caracterizada por
    desgaste da estrutura dentária por ação da escova ou outro
    objeto, localizada principalmente na face vestibular, mais
    especificamente na região cervical. Já a atrição é um
    desgaste da estrutura dentária que ocorre por contato entre
    os dentes, localizado na região oclusal.


    http://www.cro-pe.org.br/revista/v7n3/Artigo12.pdf

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  11. A amelogênese imperfeita é uma alteração de caráter hereditário que afeta o esmalte dentário em ambas as dentições,
    decídua e permanente, podendo acarretar sensibilidade dentinária, perda de dimensão vertical e comprometimento
    estético. O planejamento e a escolha da melhor alternativa de tratamento têm relação com a idade do paciente e com a
    gravidade da anomalia estrutural. O presente estudo tem como objetivo realizar uma revisão de literatura sobre o
    assunto, apresentar alternativas de tratamento, assim como relatar um caso clínico utilizando-se resina composta como
    material restaurador.

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  12. O desenvolvimento do esmalte normal ocorre em três etapas: (1) durante a qual há disposição da matriz orgânica; (2) a etapa de calcificação, durante a qual a matriz é mineralizada, e (3) a etapa de maturação durante a qual os cristais aumentam e completam-se. Conseqüentemente são reconhecido três tipos básicos de amelogênese imperfeita: (1) o tipo hipoplásico no qual há formação deficiente da matriz, (2) o tipo hipocalcificado (hipomineralizado) no qual há mineralização deficiente da matriz formada, e (3) o tipo com hipomaturação, no qual os cristais do esmalte permanecem imaturos. Witkop e Sauk, baseados em critérios clínicos, histológicos e genéticos, estabeleceram a seguinte classificação para amelogênese imperfeita:

    1 . Hipoplastica

    a) Com fossetas, autossômica dominante

    b) Local, autossômica dominante

    c) Lisa, autossômica dominante

    d) Rugosa, autossômica dominante

    e) Rugosa, autossômica recessiva

    f) Lisa, dominante ligada ao sexo

    2. Hipocalcificada

    a) Autossômica dominante
    b) Autossômica recessiva

    3. Com Hipomaturação

    a) Hipomaturação-hipoplásica com Taurodontia, autossômica dominante.

    b) Recessiva ligada ao sexo

    c) Pigmentada, autossômica recessiva

    d) Dente com manchas opacas

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  13. http://marciolaranet.blogspot.com/2008/12/odontologia-hipoplasia-do-esmalte.html

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  14. 4. Linhas incrementais

    A formação do esmalte se inicia na ponta das cúspides ou das regiões incisais. A primeira camada de esmalte dental é sintetizada sobre a dentina e prossegue até que seja completada toda a espessura do esmalte. O esmalte é sintetizado por células denominadas de ameloblastos, sendo que estas células são sensíveis as variações metabólicas que ocorrem no organismo. O organismo humano possui um ciclo chamado de cercaceptano que ocorre aproximadamente a cada 9 dias. No final de cada ciclo aparece uma linha chamada de estria de Retzius. Quando chega a superfície do esmalte estas linhas formam ondulações chamadas de periquimáceas. A contagem das estrias de Retzius ou das periquimáceas têm sido usada em estudos antropológicos para se comparar o tempo de formação do esmalte dental de espécies de hominídeos que viveram há milhões de anos com a de humanos. Estrias mais evidentes e conspícuas podem ser formadas por alterações metabólicas oriundas de processos patológicos como desnutrição, febre, intoxicação por flúor ou metais pesados durante a formação do esmalte dental. Estrias também podem ser formadas por ingestão de medicamentos que se incorporam ao esmalte dental, sendo a tetraciclina o melhor exemplo. A linha neonatal do esmalte, que se forma durante a transição da vida intra e extra-uterina (trauma do parto), pode ser observada em caninos e primeiros molares decíduos, pois o esmalte destes dentes está sendo formado no final da gestação.

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  15. ESMALTE

    1. Composição química:
    -Mineral (hidroxiapatita) = 96%
    -Orgânico (proteínas) + água = 4%

    2. Características físicas:
    Devido ao alto conteúdo mineral o esmalte dental é duro e friável (quebradiço) sendo translúcido em condições normais.

    3. Estrutura , função e evolução
    A superfície externa do esmalte é formada por uma camada fina e homogênea onde os cristais de hidroxiapatita são paralelos entre si. Esta camada é dita aprismática (sem prismas). A maior parte do esmalte é formada por prismas ou bastões (Fig. 1). Cada prisma se origina na junção entre a dentina e o esmalte (junção amelodental) e segue até a região próxima a superfície do esmalte.

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  16. O processo de formação do esmalte envolve 3 estágios:

    1º - secreção da matriz

    2º - maturação

    3º - deposição de maior quantidade de sais minerais e perda da porosidade.

    1º - Secreção da matriz: é o estágio formativo executado pelos ameloblastos. A secreção da matriz orgânica ocorre numa proporção diária de 0,023 mm/dia. Essa matriz sofre mineralização de imediato com cerca de 65% de água, 20% de material orgânico(amelogenina e enamelina) e 15% de material inorgânico (cristais de hidroxiapatita). Essa secreção continua até quase a deposição de sua espessura total. Os cristais depositados nessa matriz são placas de hidroxiapatita finas e alongadas.

    A matriz passa então ao segundo estágio.

    2º - Maturação: consiste no crescimentos dos cristais minerais e perda de proteína e água. A maturação inicia-se no centro de crescimento praticamente ao mesmo tempo que o esmalte atingiu sua espessura máxima. A maturação prossegue na proporção de 0,04 a 0,05 mm/dia, portanto muito mais rápida que a secreção da matriz. Nesse estágio há remoção do material protéico onde se retira toda a amelogenina restando apenas a enamelina e parte da água também é perdida tornando o esmalte mineralizado mas ainda bastante poroso.

    3º - Adição de mais minerais à matriz e perda da porosidade, após a erupção, quando o dente está na cavidade bucal, o esmalte continua incorporando minerais obtidos da saliva, permitindo o crescimento dos cristais e consequentemente perda da porosidade.
    Hart S, Hart T, Gibson C, Wright JT. Mutational analysis of Xlinked
    amelogenesis imperfecta in multiple families.

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  17. PRISMAS DO ESMALTE:

    Cada prisma se origina na junção entre a dentina e o esmalte (junção amelodental) e segue até a região próxima a superfície do esmalte.
    A variação da orientação dos cristais de hidroxiapatita ajuda a distribuir as forças mastigatórias que incidem sobre o esmalte, melhorando as propriedades físicas desta estrutura.

    http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:XKeUkRMOcu4J:www.uel.br/pessoal/buzato/pages/arquivos/seminarios/B1.doc+fun%C3%A7ao+dos+prismas+do+esmalte&cd=2&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

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  18. INVERSÃO DA POLARIDADE DO EPITÉLIO INTERNO DO ÓRGÃO DO ESMALTE NA FASE DE DIFERENCIAÇÃO DO ESMALTE:

    Após o período de divisão,as células do epitélio interno do órgão do esmalte alongam-se.Desse modo,as células que inicialmente eram cúbicas passam a ser cilíndricas.Com o alongamento das células do epitélio interno ocorre a inversão da polaridade:o núcleo fica localizado do lado da célula próximo ao recém-formado estrato intermediário,constituindo o novo pólo proximal,enquanto que o complexo de golgi migra em sentido inverso,ou seja,para o lado próximo à papila dentária,determinando,por sua vez,o novo pólo distal;desenvolvem-se,também,cisternas de retículo endoplasmático granular,as quais orientam-se paralelas ao eixo longitudinal da célula.
    Nesse estágio de desenvolvimento,com a nova disposição do núcleo e das organelas,as células denominam-se pré-ameloblastos.

    KATCHBURIAN,Eduardo;ARANA,Victor.Histologia e Embriologia Oral.2ªed.Rio de Janeiro:Guanabara Koogan S.A.,2004.236p.

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  19. RETÍCULO ESTRELADO

    As células que estão situadas na parte central do órgão dental tornam-se afastadas entre si, pelo acúmulo de fluído intercelular. As células assumem uma forma estrelada, com longos prolongamentos que se anastomosam com diversos tipos de junções celulares.
    Os espaços entre as células estreladas, são preenchidos por um fluído mucóide, rico em albumina (glicosaminoglicanas), o que confere ao órgão dental uma consistência almofadada, a qual irá mais tarde proteger as delicadas células formadoras de esmalte.


    http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Odontogenese.html

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  20. EROSÃO DENTÁRIA -- é um processo progressivo e destrutivo. Resulta na destruição do dente, podendo causar alterações estéticas e funcionais ou até dor. A ingestão de produtos altamente ácidos, como refrigerantes, bebidas energéticas, suco de frutas são a causa mais freqüente. Saliente-se que a erosão é resultado do contato freqüente do ácido de alimentos e / ou bebidas com a superfície dentária. É comum em crianças e adolescentes, podendo acometer adultos. Nas crianças, a erosão surge após a administração de refrigerantes e sucos. Nos adolescentes é resultado da ingestão excessiva de refrigerantes ou bebidas energéticas. Além disso, esportistas que ingerem excesso de bebidas energéticas podem apresentar erosão dentária. Outro grupo, que pode apresentar erosão dentária, são os trabalhadores que manuseiam produtos ácidos, pois eles inalam a substância que está no ar.

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  21. ESTRUTURAS OBSERVADAS NA RADIOGRAFIA DO DENTE:

    -Radiografia Panorâmica: utilizada para verificar posição, forma, número, ausência e outras informações sobre todos os dentes. Proporciona uma visão geral das arcadas dentárias sem, no entanto, fornecer detalhes precisos. Também é útil para avaliar ossos, estruturas faciais, erupção dos dentes, etc.;

    -Radiografia Interproximal: ela mostra com detalhes a coroa do dente (parte do dente visível na boca). É importante para avaliar presença de cáries entre os dentes, evitando que o dentes que serão bandados (anéis metálicos que o circundam e fazem parte do aparelho ortodôntico fixo) não tenham cárie entre si, pois estas são dificilmente detectadas sem radiografias;

    -Radiografia Periapical: fundamental para documentar o estado inicial dos dentes e de suas raízes com detalhes que a Radiografia Panorâmica não nos dá.

    http://www.odontobelavista.com/docortodontica.php

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  22. Foto do RETÍCULO ESTRELADO:

    http://www.foar.unesp.br/Atlas/reticulo_estrelado.htm

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  23. PRISMAS DO ESMALTE:

    A partir da junção amelodentinária, os prismas seguem um trajeto tortuoso até a superfície do dente. O tamanho da maioria dos prismas é maior que a espessura do esmalte, devido a direção oblíqua e o trajeto ondulado dos mesmos.
    Os prismas se dispõem em fileiras arranjadas circunferencialmente ao redor do longo eixo do dente. Em cada fileira, os prismas correm em direção perpendicular à superfície do dente. No topo das cúspides as fileiras tem uma área pequena e os prismas se colocam verticalmente. Na região cervical ao contrário, os prismas estão colocados no sentido horizontal e algumas fileiras estão inclinadas para apical.

    http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Esmalte.htm

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  24. SUPORTE DENTINÁRIO DO ESMALTE:

    A principal função da dentina é fornecer suporte para o esmalte dental. Para tal finalidade a dentina necessita ao mesmo tempo ser um tecido duro, porém com certa elasticidade, sendo que estas propriedades são fornecidas pelo equilíbrio entre os componentes mineral e orgânico que formam este tecido. A porção mineral, assim como no esmalte, é formada por cristais de hidroxiapatita compreendendo aproximadamente 70% da massa do tecido.

    http://www.uel.br/pessoal/buzato/pages/arquivos/seminarios/B1.doc

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  25. EPITÉLIO DENTAL INTERNO: o epitélio interno do esmalte consiste de uma camada de células que se diferenciam em ameloblastos, tornando-se células cilíndricas altas. Os ameloblastos são células formadoras de esmalte e antes de sua total diferenciação, exercem uma influencia organizadora sobre as células ectomesenquimatosas da papila dentária que, por sua vez, se diferenciam em odontoblastos. O epitélio interno tem portanto, função formadora e indutora.

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  27. CASSIANA MARIA disse....

    UM POUCO MAIS SOBRE PRISMAS DO ESMALTE

    A unidade básica do esmalte é chamada prisma. Medindo de 4 μm - 8 μm de diâmetro, um prisma de esmalte é um pequeno agrupamento compacto de hidroxiapatita. A estrutura, quando vista com o auxílio da microscopia, lembra muito um buraco de fechadura.

    O arranjo dos cristais de hidroxiapatita é complexo.

    Ambos, ameloblastos (células que iniciam a formação do esmalte) e os processos de Tomes, afetam o padrão dos prismas. Os prismas de esmalte na cabeça/topo são orientados paralelos ao longo eixo do dente. Quando encontrados na cauda, sua orientação diverge ligeiramente do longo eixo.

    Em dentes permanentes, os prismas de esmalte próximos da junção amelo-cementária (JAC) inclinam-se levemente em direção à raiz do dente. Entender a orientação destes prismas é muito importante para a odontologia, principalmente quando vai se fazer um reparo ou restauração, porque o esmalte que não tem dentina subjacente torna-se muito mais vulnerável à fraturas.

    As estrias de Retzius são listras visíveis no esmalte quando visto microscopicamente em secção transversal. Formada a partir de mudanças no diâmetro dos processos de Tomes, estas faixas demonstrar o crescimento do esmalte, semelhante aos anéis de árvore (crescimento por deposição ou incremental).

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Esmalte_dent%C3%A1rio

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  28. CASSIANA MARIA disse...

    CAUSAS DE MANCHAS NO ESMALTE:

    O esmalte dental é transparente em condições normais. Manchas no esmalte podem ser causadas por uma infinidade de causas. As manchas superficiais podem se causadas por pigmentos contidos nos alimentos ou bebidas ou mais comumente no cigarro em fumantes. Estas manchas podem ser facilmente removidas pela escovação ou polimento do esmalte dental. As manchas mais profundas não são simplesmente removidas. Manchas escurecidas causadas por pigmentos orgânicos podem ser removidas por agentes clareadores. Manchas esbranquiçadas oriundas de alterações durante a formação do esmalte podem ter tratamento mais complexo (quando tratáveis) e devem ser avaliadas caso a caso.

    www.uel.br/pessoal/buzato/pages/arquivos/seminarios/B1.doc

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  29. CASSIANA MARIA disse..

    Técnicas de Clareamento Dental:

    Clareamento em Consultório com o aparelho de laser: nessa técnica, o agente clareador mais empregado é o peróxido de hidrogênio a 35%, que pode ser ativado com o auxílio de uma luz liberada pelo aparelho de laser/LED. Essa técnica está indicada para pacientes que desejam reduzir o tempo de tratamento ou que não apresentam disciplina para usar a moldeira individual com o gel clareador diariamente. Como, nessa técnica, o profissional confecciona uma barreira gengival protetora, não são causados danos aos tecidos gengivais adjacentes aos dentes clareados.

    Clareamento caseiro com moldeira individual: nessa técnica, o agente clareador mais empregado é o peróxido de carbamida em concentrações de 10 a 16%. Para esses casos, o cirurgião-dentista confecciona uma moldeira plástica transparente, para que o agente clareador possa ser aplicado pelo próprio paciente em casa durante uma hora. Essa técnica apresenta resultados mais lentos que a citada anteriormente, sendo que o profissional pode optar por associar o clareamento caseiro com o clareamento de consultório, principalmente nos casos mais resistentes ao clareamento ou quando o paciente deseja encurtar ainda mais o tempo de tratamento.

    Microabrasão: o objetivo dessa técnica é promover abrasão da superfície do esmalte dental, sendo que o agente mais utilizado é o ácido clorídrico associado a um abrasivo, formando uma pasta. Essa técnica é realizada no consultório odontológico e é normalmente indicada para dentes que apresentam manchamento por fluorose.

    Clareamento em Consultório somente para dentes desvitalizados: essa técnica está indicada para o clareamento de um dente tratado endodonticamente que se apresenta escurecido. Nesses casos, é frequente usar-se como agente clareador uma mistura de perborato de sódio e solução de peróxido de hidrogênio a 35%, peróxido de carbamida a 35% ou peróxido de hidrogênio em pó, que é colocada na câmara pulpar previamente selada, sendo mantida por um intervalo de tempo de dois a sete dias. Quando necessário, pode-se realizar duas ou três trocas subseqüentes do agente clareador. Nesse procedimento, é muito importante que o cirurgião-dentista realize um efetivo selamento biológico do canal radicular, devido ao risco que essa técnica apresenta de causar reabsorção radicular externa.

    http://odontologiaesaude.blogspot.com/2009/03/clareamento-dental.html

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  30. Na composição de um dente entram quatro materiais diferentes: o esmalte, a dentina, o cimento e a polpa.
    A parte externa da coroa do dente, isto é, a parte que emerge das gengivas, está coberta de esmalte que é a substância mais dura do organismo. O esmalte se for, gasto pela erosão ou atacado pela cárie, não se reconstitui e expõe a camada subjacente de dentina que é mais macia e solúvel ficando o dente com mais sensibilidade. A raiz do dente, ou seja, a parte localizada abaixo da gengiva, é revestida por uma camada fina de cemento que é um tecido vivo susceptível de crescer e se reconstituir. Logo abaixo do esmalte e do cimento fica a dentina que é uma substância semelhante ao osso. No interior da dentina existe uma cavidade central que é preenchida pela polpa, tecido mole que contém os nervos e os vasos sanguíneos.

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  31. disse...
    A amelogênese imperfeita é caracterizada como um
    grupo diverso de desordens hereditárias que representam
    anormalidades estruturais do esmalte. Tendo em
    vista a ocorrência dessa anomalia em proporções de
    1:718 a 1:14.000 pessoas, bem como a complexidade
    no seu diagnóstico e tratamento, o presente estudo tem
    por intuito descrever o acompanhamento longitudinal
    de um caso de amelogênese imperfeita hipoplásica em
    ambas as dentições de uma paciente leucoderma de
    cinco anos de idade, que apresentava os dentes amarelados,
    disformes e de tamanho alterado. O acompanhamento
    clínico e radiográfico da paciente durante cinco
    anos envolveu orientação de higiene bucal, tratamento
    cirúrgico, endodôntico e restaurador. Em razão da possível
    complexidade de casos como o dessa paciente, a
    correta identificação desta enfermidade, seguida pelos
    tratamentos restaurador e preventivo, é essencial para
    que o paciente alcance uma dentição satisfatória do
    ponto de vista estético-funcional
    http://lildbi.bireme.br/lildbi/docsonline/lilacs/20090300/058-LILACS-UPLOAD.pdf

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  32. Clareamento Dental






    Atualmente a estética dos dentes vem se tornando cada vez mais importante, não só para dar uma aparência mais bonita e jovem a uma pessoa, mas para melhorar a sua auto-estima. Os dentes amarelados ou com manchas escuras podem ser recuperados com técnicas de clareamento, no entanto, há certos tipos de manchas que são impossíveis de clarear, neste caso a pessoa deverá buscar alternativas para alcançar o resultado desejado. Sendo um caso mais simples, há duas técnicas eficazes:

    O que irá variar será o quanto a pessoa está disposta a investir no tratamento. O clareamento caseiro é mais barato que o a laser, embora seja um pouco mais demorado. No primeiro tratamento, o dentista irá passar para o paciente um “kit” contendo um molde de acrílico ou silicone, com gel oxidante que serve para clarear os dentes, então, à noite este molde é preenchido com o gel e o paciente dorme com a substância na boca.

    O clareamento caseiro demora cerca de 15 dias para começar a dar resultados, já o clareamento a laser é uma técnica um pouco mais cara, no entanto o resultado é imediato. Um gel específico é aplicado sobre os dentes e ativado por laser. Este processo libera moléculas de oxigênio que penetram na estrutura dentária, eliminando os pigmentos causadores das manchas. O tratamento geralmente é feito em uma sessão de uma hora.

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