sábado, 4 de setembro de 2010
CASO II
Um paciente de 12 anos de idade, sexo masculino, chegou a clínica de Estomatologia da FOP queixando-se de que os seus amigos zombavam dele por ter uma face atípica, e por conta disto havia deixado de freqüentar a escola e não mais saía de casa, o mesmo já encontrava-se em tratamento psicológico, tendo sido orientado procurar ajuda de um profissional saúde especializado.Ao exame clínico observou-seuma face com acentuada diminuição do tamanho da mandíbula, além de olhos e orelhas defeituosos, ao exame intra oral observou-se uma fenda palatina. O paciente foi investigado exaustivamente pelos serviços de Genética Médica e de estomatologia, chegando-se a conclusão que se tratatava de uma face síndrômica( Síndrome do 1º Arco), tendo sido o mesmo encaminado ao serviço de Cirurgia plástica e para Buco-Maxilo-Facial para correção da fenda palatina e posteriormente ao serviço de Prótese Buco-maxilo-Facial para confecção de uma prótese de orelha
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PESSOAL MÃO A OBRA!!
ResponderExcluirPESSOAL VAMOS PSOTAR , ATÉ AGORA NINGUEM COLOCOU NADA PARA DISCUTIR.
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirFarei mais ou menos um resumo de uma parte estudada por mim:
ResponderExcluirO primeiro arco branquial é dividido em dois processos, o processo maxilar e o processo mandibular. O processo maxilar funde-se com o o frontonasal dando origem ao osso maxilar e aos tecidos moles adjacentes, exceto os da região do lábio superior. Oriundas do processo maxilar, as cristas palatinas, por volta da sétima para a oitava semana de gestação, fusionam-se medialmente para formar o palato secundário. Caso haja uma má formação, que pode ser causada por exemplo pela síndrome do 1º arco branquial, que impeça o fusionamento das cristas palatinas, ocorrerá o aparecimento da fenda palatina, que caracteriza por ser uma comunicação entre a cavidade oral e a base da cavidade nasal.
Referências Bibliográficas:
http://www.colgate.com.br/app/Colgate/BR/OC/Information/OralHealthBasics/MedCondOralHealth/CleftLipPalate/WhatisCleftLipPalate.cvsp
KATCHBURIAN, Eduardo; ARANA, Victor. Histologia e Embriologia Oral, 2ª ed.
Relatora: Cleidisa Oliveira da Silva
ResponderExcluirCoordenador: Caio Roberto
Caso Clínico II:
Termos a serem esclarecidos:
.Síndrome do 1ª Arco Branquial
.Origem dos Arcos
.Que semana a boca é formada
.A Génetica relacionada a Embriologia
.Formação da face
.Processos faciais
.Aparelho faríngeo para a formação da face
.Músculos formados pelo aparelho faríngeo
.Nome do 1ª arco branquial
Os arcos branquiais ou faríngeos começam a desenvolver-se no ínicio da quarta semana, quando células da crista neural migram para a futura região da cabeça e pescoço. O primeiro par de arcos, o primórdio da mandíbula, aparece na forma de elevações na superfície lateral da faringe em formação. Logo aparecem outros arcos dispostos obliquamente, como cristas rombudas de ambos os lados das regiões da futura cabeça e pescoço. Os arcos não contribuem apenas para a formação do pescoço; o primeiro arco desempenha um papel importante no desenvolvimento da face.
ResponderExcluirKeith L. Moore, PhD, FIAC, FRSM E T.V.N. Persaud, MD, PhD, DSc, FRCPath (Lond.),Embriologia Clínica, 5ª ed.
APARELHO FARÍNGEO:
ResponderExcluirDurante a quarta e quinta semanas, a faringe primitiva é limitada lateralmente pelos arcos faríngeos. Cada arco é constituído por um eixo de mesênquima, coberto, externamente, por ectoderma e,internamente, por endoderma. O mesênquima original de cada arco deriva do mesoderma; mais tarde, células da crista neural migram para os arcos e constituem a fonte principal de seus componentes do tecido conjuntivo, incluindo cartilagem, osso e ligamentos das regiões oral e facial. Cada arco faríngeo contêm uma artéria, uma haste cartilaginosa, um nervo e um componente muscular. Externamente, os arcos faríngeos são separados pelos sucos faríngeos (fendas). Internamente, os arcos faríngeos são separados por evaginações da faringe - as bolsas faríngeas. Onde o ectoderma de um sulco entra em contato com o endoderma de uma bolsa, formam-se as membranas faríngeas. Os arcos, bolsas, sulcos e membranas constituem o aparelho faríngeo. O desenvolvimento da língua, face, lábios, mandíbula e maxila, palato, faringe e pescoço envolve sobretudo a transformação do aparelho faríngeo nas estruturas adultas. Os sulcos faríngeos desaparecem, exceto o primeiro par, que persiste como o meato auditivo externo. As membranas faríngeas também desaparecem, exceto o primeiro par, que se transforma nas membranas timpânicas. A primeira bolsa faríngea dá origem à cavidade timpânica, ao antro mastóideo e à tuba faringotimpânica . A segunda bolsa faríngea está associada ao desenvolvimento da tonsila palatina. Fatores genéticos e ambientais (herança multifatorial) interferem com a migração de células da crista neural para as saliências maxilares do primeiro arco faríngeo. Se o número de células for insuficiente, podem ocorrer a
fenda labial e/ou palatina.
Keith L. Moore, PhD, FIAC, FRSM E T.V.N. Persaud, MD, PhD, DSc, FRCPath (Lond.).Embriologia Clínica, 6ª ed.
MÚSCULOS FORMADOS PELO 1º E 2ºARCOS FARÍNGEOS:
ResponderExcluirO processo de desenvolvimento facial tem início, a partir do primeiro e segundo arcos faríngeos, durante a quarta semana de gestação. Proffit afirmou que o primeiro arco faríngeo, também denominado arco mandibular, dá origem aos tecidos que se desenvolverão nos músculos da mastigação e na mandíbula.
A muscultura do primeiro arco faríngeo forma os MÚSCULOS DA MASTIGAÇÃO,MILO-HIÓIDEO E VENTRE ANTERIOR DO DIGÁSTRICO,TENSOR DO TÍMPANO E TENSOR DO VÉU DO PALATO.
Do segundo arco:MÚSCULOS DA EXPRESSÃO FACIAL,MÚSCULO DO ESTRIBO,ESTILO-HIÓIDEO,VENTRE POSTERIOR DO DIGÁSTRICO.
Disponível em:
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S2176-94512010000200015&script=sci_arttext&tlng=es
Keith L. Moore, PhD, FIAC, FRSM E T.V.N. Persaud, MD, PhD, DSc, FRCPath (Lond.).Embriologia Clínica, 6ª ed.
A síndrome de Goldenhar, também denominada síndrome do primeiro e segundo arco branquial ou espectro oculoauriculovertebral, é um complexo de anomalias craniofaciais unilaterais e vertebrais. A incidência desta síndrome é estimada em 1 de cada 25.000 nascidos vivos. Entretanto o transtorno genético que existe nos casos que aparecem de forma esporádica se apresentam em 1 a cada 3.500 a 5000 nascidos vivos. Afeta mais aos homens em uma relação de H/M 3/2. Não há padrões hereditários, sexo ou preferência racial. Na maioria dos casos a afecção é unilateral e assimétrica, mais do lado direito, ainda que tem sido visto que entre 10-33% tem afecção bilateral. Devido ao pleomorfismo e o amplo espectro de manifestações que este transtorno de desenvolvimento provoca, se faz necessária uma detalhada averiguação de cada paciente em particular. Se comenta a importância do diagnóstico para realizar o manejo multidisciplinar.
ResponderExcluirGusman, A. Tumbaco, R. Campos, X. Síndrome de Goldenhar. Federación de revistas neurológicas em español. V 14, N 1-3, 2005.
Disponível em:
http://www.medicosecuador.com/revecuatneurol/vol14_n13_2005/articulos_revision/sindromedegoldena.htm
SÍNDRMOE DO 1º ARCO BRANQUIAL(ou Síndrome Goldenhar,ou Síndrome de Gorlin)
ResponderExcluirA Síndrome de Goldenhar é uma herança multifatorial,apresentando manifestações mais severas quando esta herança é paterna, autossômica dominante.Também pode ser identificada pelas sinonímias displasia óculo-aurículovertebral,displasia OAV,seqüência fascioauricolovertebral,seqüência FAV,espectro oculoauriculovertebral.
Esta patologia tem como tríade clássica as alterações oculares,auriculares e vertebrais, podendo apresentar sinais sistemáticos,com anomalias cardíacas,renais e de sistema nervoso central.Ocorre a partir de uma disrupção vascular no embrião,entre o 35º e 40º dia de gestação,impedindo a morfogênese correta das estruturas derivadas do primeiro e segundo arcos branquiais,resultando no quadro clínico presente ao nascimento.
Esta doença é reconhecida como uma síndrome porque,além da disostose mandibulofacial,existe a presença adicional de anomalias vertebrais e dermóides epibulbares.A incidência é de um para cada 56.000 nascimentos,predominando em homens e na forma bilateral,podendo associar-se a transtornos genéticos,cromossômicos e teratogênicos ambientais.Na Irlanda do Norte a taxa de prevalência é de um para cada 45.000 nascidos vivos.Já foram relatados casos familiares com herança autossômica dominante com expressividade variável,além de casos de consanguinidade entre os pais,sugerindo herança autossômica recessiva.Microssomia hemifacial e as displasias de pavilhão auricular estão presentes em 65% dos casos,tumores epibulbares e as cardiopatias congênitas em 50% dos casos, sendo a Tetralogia de Fallot a mais freqüente.Até 30% dos pacientes apresentam alterações de coluna,variando desde espinha bífida e hemivertebra até fusão e hipoplasia vertebral.Em 5% ocorrem alterações renais e de traquéia. Estima-se que 5% a 10% tenham algum grau de deficiência mental,com ou sem alteração estrutural do sistema nervoso central.
Nesta síndrome ocorre um complexo sintomático congênito de etiologia desconhecida,no qual as principais alterações estão localizadas no olho (dermóide e/ou lipodermóide epibulbar),na orelha externa (apêndices auriculares, fístulas cegas) e na coluna vertebral (hemivértebras, fusões vertebrais e outras malformações diversas),estando também associada a outras malformações congênitas viscerais ou faciais envolvendo estruturas derivadas do 1º e 2º arcos branquiais.É causada por herança multifatorial, tendo geralmente alterações unilaterais em um mesmo desenvolvimento contínuo.Quando bilateral, um dos lados é mais afetado.
O diagnóstico da Síndrome de Goldenhar não deve basear-se somente em resultados radiológicos ou laboratoriais.Deve ser baseado em aspectos clínicos e associados com condições sistêmicas de nascimento e achados radiológicos.
A estratégia terapêutica está diretamente relacionada com o tipo de acometimento,uni ou bilateral,podendo assim abrir mão de procedimentos cirúrgicos ou outros métodos específicos.
Motivou-nos ao estudo mais profundo das anomalias congênitas,dentre elas a Síndrome de Goldenhar,a atuação interdisciplinar presente no dia-a-dia do Hospital Universitário Bettina Ferro de Souza,entre os Serviço de Otorrinolaringologia,Oftalmologia,Pediatria, Psicologia,Serviço Social e Fisioterapia, sobretudo no que se refere a assistência à crianças portadoras de diversas necessidades especiais.Justifica-se a realização deste trabalho pela necessidade de alertar os profissionais de saúde para a ocorrência desta síndrome,pouco freqüente,mas com graves conseqüências aos seus portadores,sobretudo quando expostos a um diagnóstico tardio.O tema é amplamente estudado no banco de dados gratuito Online Mendelian Inheritance in Man - OMIM,o qual traz informações e artigos constantemente atualizados.
http://www.arquivosdeorl.org.br/conteudo/acervo_port.asp?id=425
FOTOS:
ResponderExcluirhttp://www.arquivosdeorl.org.br/conteudo/imagesFORL/11-02-16-fig01-ing.gif
http://www.scielo.br/img/revistas/rboto/v70n5/a11fig01.jpg
http://www.scielo.br/img/revistas/abd/v82n3/a11fig01.jpg
Formaçao da face e das cavidades oral e nasal: no adulto, as cavidades oral e nasal derivam em parte do ectoderma e em parte do endoderma, conforme se originem da porçao que fica adiante ou atras da inserçao da membrana bucofaringea. O primeiro arco braquial se subdividiu em dois processos chamados processos maxilar e mandibular. Ambos apresentam um eixo cartilaginoso em seu interior. No fundo da boca primitiva, a membrana faringea na fase inicial de ruptura. Acima dela aparece o processo frontal, resultante da flexao anterior da porçao mais cranial do tubo nervoso. A porçao inferior do processo frontal, que aparece em pontilhado nesta figura, evolui diferentemente do processo frontal, chamando-se processo nasofronal. Lateralmente, a boca é limitada pelos processos maxilares do primeiro arco, enquanto que a sua porçao interior é formada pelos processos mandibulares.
ResponderExcluirA medida que o embriao se desenvolve, observa-se um proliferaçao e elevaçao bilateral do mesoderma que fica por baixo das bordas dos placidios olfatarios, formando duas fossetas nasais, ladeada cada uma por uma prega em forma de ferradura. As porçoes laterais e mediais, respectivamente. Ao mesmo tempo que isso ocorre, o placidio se aprofunda e as pregas se vao deslocando para a linha media. Como resultado desse movimento as pregas nasais se fundem na linha media, formando o nariz com os seus dois orificios e asas com peças cartilaginosas caracteristicas. Durante certo periodo da formaçao do nariz, observa-se um sulco de comunicaçao da cavidade orbitaria, que contem o olho, com a boca: é o sulco nasooptico. Concomitantemente, as fossetas nasais aprofundam-se, formando entao as fossas nasais.
Internamente, se processa a separaçao entre as cavidades nasal e bucal. Da face interna do processo maxilar, porem, desenvolvem-se gradualmente formaçoes com aspecto de prateleiras que crescem horizontalmente, chamadas cristas palatinas. Esses processos deslocam-se medialmente, terminando por se fundir na linha media formando o palato. A porçao mais ventral do palato origina-se, porem, do processo nasofrontal e adquire a forma de um pequeno triangulo. Mais tarde, na regiao ventral do palato, o mesenquima se ossifica formando os processos palatinos do osso maxilar e a regiao ossificada do palato. O mesenquima da regiao dorsal do palato nao se ossifica, formando o palato mole.
Derivados da cavidade bucal: Dentes. Precocemente forma-se um sulco separando os labios do palato e da lingua. Neste sulco observam-se saliencias chamadas laminas dentarias, que recobrem o maxilar e a mandibula. Em cada uma dessas laminas as celulas ectodermicas formam 10 centros de proliferaçao, dos quais saem brotos que se afundam no mesenquima subjacente e que assumirao a forma de um capuz contendo mesenquima na sua face convexa. Nesta fase de capuz distinguem-se, no esboço dentario, os epitelios dentarios interno e externo, o broto do dente permanente e uma condensaçao de mesenquima na sua concavidade: é a papila dentaria. Na fase seguinte, o esboço dentario cresce e adquire a forma de sino. Esta fase é caracterizada pelo aparecimento de duas camadas organizadas de celulas, que recobrem a papila dentaria. A camada mais interna, originaria do mesenquima, é formada por celulas prismaticas que se dispoem em pali�ada, os odontoblastos, que vao produzir a dentina.
A dentina é formada graças a deposiçao gradual de camadas de fibras colagenas no apice dos odontoblastos. A medida que o colageno se vai depositando, os odontoblastos recuam, deixando prolongamentos do seu citoplasma entre as fibras de colageno produzido. Logo depois, cristais de apatita sao depositados sobre as fibras colagenas, formando manchas globulares que se fundem, calcificando a dentina por igual.
ResponderExcluirPor fora da dentina forma-se outra camada de celulas colunares em pali�ada, derivadas do epitelio de origem ectodermica: sao os ameloblastos, produtores do esmalte que cobre a porçao superior da dentina.
A medida que o dente cresce, a dentina adquire o aspecto alongado fusiforme, encerrando no seu interior do mesenquima da papila dentaria que produzira a polpa dentaria.
Derivados da faringe: A regiao faringea é revestida externamente por ectoderma e internamente por endoderma. Cada arco branquial, por sua vez, apresenta no seu interior um eixo cartilaginoso, um ramo arterial (arco aortico), ramos nervosos e mesenquima, os quais produzirao tecido conjuntivo, cartilagem e musculos.
O primeiro arco se subdivide precocemente em dois, indo produzir os processos maxilares e mandibulares. Os eixos cartilaginosos nao se ossificam, mas induzem o mesenquima vizinho a uma ossificaçao membranosa, produzindo respectivamente os ossos maxilares e o osso da mandibula. Gradualmente, as cartilagens dos processos maxilares e mandibulares se atrofiam, persistindo apenas apenas na sua regiao dorsal e produzindo dois ossiculos do ouvido, bigorna e martelo, respectivamente. Ja a cartilagem do segundo arco desaparece na sua regiao media, persistindo na sua porçao ventral, onde forma o pequeno corno e parte do corpo do osso hioide, e, na regiao dorsal, transforma-se na apofise estiloide do osso temporal e no terceiro ossiculo do ouvido, o estribo. Do terceiro arco derivara a maior parte do osso hioide com seus grandes cornos. Do quarto e quinto arcos resultarao as cartilagens tireoide, cricoide e aritenoide.
Do ectoderma derivara a epiderme das regioes maxilar e mandibular. O segundo arco cresce caudalmente enquanto o terceiro e quarto arcos se afundam. Devido ao fato de o terceiro e quarto arcos estarem recobertos por uma expansao do segundo, forma-se um espaço chamado seio cervical, que depois se oblitera.
O endoderma que reveste internamente os arcos braquiais dara origem a parte do epitelio de revestimento da boca, da faringe e da laringe. Do primeiro sulco deriva o conduto auditivo externo, a primeira bolsa aprofunda-se no mesenquima subjacente do arco, adquirindo uma forma de canal, que se expande em sua extremidade dando origem a tuba timpanica e a cavidade timpanica da orelha media. Na Segunda bolsa forma-se devido a proliferaçao do mesenquima subjacente, uma massa que nao se aprofunda e evoluira originando a amigdala palatina. As terceiras bolsas, graças a proliferaçao do seu endoderma originam duas estruturas alongadas que formam os dois lobos do timo. Do endoderma original resultam as celulas reticulares e os corpusculos de Hassal. O restante do tecido do timo, que a linfoide, deriva do mesoderma.
acho muito interessante todos olharem as figuras,
ResponderExcluirsao otimas, super faceis de entendeer! :]
Site :
http://www.forp.usp.br/mef/embriologia/alimentar_respiratorio.htm
A síndrome do primeiro e segundo arcos branquiais é um distúrbio de desenvolvimento representado por hipoplasia unilateral das estruturas derivadas destes arcos branquiais. É apresentado um caso clínico desta síndrome, sendo as malformaçöes da mandíbula, da articulaçäo temporomandibular e de tecidos moles comparadas com os relatos da literatura. A importância do conhecimento desta entidade, bem como os aspectos preventivos da mesma, säo considerados (AU)
ResponderExcluirhttp://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=LILACS&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=91853&indexSearch=ID
INTRODUÇÃO
ResponderExcluirAs anomalias da primeira fenda branquial constituem-se num segmento de malformações congênitas da cabeça e pescoço originadas do aparato branquial. A incidência dessas lesões é baixa variando na literatura entre 1 a 25 % de todas os defeitos branquiais1,2,3,4,5. Embora as anomalias da primeira fenda predominem nas crianças, podem também aparecer em adultos com diferentes formas de apresentação. Deve-se suspeitar do diagnóstico frente a paciente com edema, abcesso e/ou massa na região cérvico-facial lateral que vai desde a área periauricular até um plano horizontal passando ao nível osso hióide3,6.
Vários autores têm proposto diferentes classificações para permitir um apropriado diagnóstico e conduta destes pacientes. TRIGLIA e col.6 em 1998 citam as variadas classificações já propostas, sendo as mais importantes as de ARNOT (1971), WORK7 (1972) e ARONSOHN1 (1976) que defendem dois tipos de anormalidades envolvendo a primeira fenda branquial. Classificam como Tipo I aquelas com origem apenas ectodérmica, enquanto as anomalias branquiais Tipo II envolveriam origem ecto e mesodérmicas. No entanto, ainda há considerável dificuldade em correlacionar essas classificações com dados epidemiológicos, clínicos, anatômicos e histopatológicos.
O objetivo deste trabalho foi identificar as formas de apresentação clínica e anatômica destas anomalias, bem como avaliar os métodos de diagnóstico e tratamento utilizados.
Músculos da faringe
ResponderExcluirÉ composta principalmente de uma camada de m. circular externa e uma camada de m. longitudinal interna. A circular consiste em 3 constritores, a interna (longitudinais) em palatofaríngeo, estilofaríngeo e salpingofaríngeo. Estes mm. elevam a laringe e encurtam a faringe na deglutição e fonação. Os constritores têm um forte revestimento fascial interno, a fáscia faringobasilar, e um revestimento fascial externo fino, a fáscia bucofaríngea. Os constritores se contraem voluntariamente.
TODOS OS 3 CONSTRITORES SÃO SUPRIDOS PELO PLEXO NERVOSO FARÍNGEO que é formado pelos ramos faríngeos do vago e glossofaríngeo e pelos ramos simpáticos do gânglio cervical superior. Este plexo fica na parede lateral da faringe, princ. no m. constritor médio.
A justaposição dos mm. constritores deixa 4 espaços para as estruturas entrarem ou saírem da faringe. São: (1)entre o m. constritor superior e o crânio, passam o m. levantador do véu palatino, a tuba auditiva e a a. palatina ascendente; (2)entre os mm. constritores superior e médio, forma uma abertura para a cavidade da boca, passam o m. estilofaríngeo, o n. glossofaríngeo e o ligamento estilo-hióideo; (3)entre os constritores médio e inferior, passam o n. laríngeo superior e a. e v. laríngeas superiores; (4)abaixo do constritor inferior, passam o n. laríngeo recorrente e a. laríngea inferior.
site :
http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/corpo-humano-sistema-digestivo/corpo-humano-sistema-digestivo-faringe-1.php
Gente eu achei uma aula bem legal na internet, que resume toda a formação do embrião e seus sistemas, fala da formação do sistema digestório (incluindo a boca, como o professor havia perguntado),fala da formação do sistema respiratório, é um pouco longo, e foge um pouco do nosso 'objetivo' do caso, mas achei bem didático e vai nos lembrar muita coisa; Alem do que, conhecimento nunca é demais né?
ResponderExcluirA aula tá na proxima postagem.
Aula de Embriologia Especial
ResponderExcluirAssunto: Aparelho Faríngeo (Braquial) / Primeira Parte
Data: 04/06/02
Transcrita por: Marcelo Hugo R. Cavalcanti
“....A gente chama ele de aparelho faríngeo, mas antigamente nós o chamavamos de aparelho braquial. Então tanto faz chamar faríngeo ou braquial. Veja só... vocês estão lembrados o que nós vimos no semestre passado? O que é que existe de muito importante na quarta semana? Bem, somente fazendo um resumo, na primeira semana o que tem de muito importante é a fertilização e a segmentação. Na segunda semana o que tem de muito importante é a implatação do blastocisto. Na terceira semana o que tem de muito importante é a gastrulação, que começa neste período. Da quarta a oitava semana, ocorre a morfogênese. Mas tem um evento muito importante que ocorre na quarta semana. Tão lembrados o que é? Os dobramentos do embrião. Então isto quer dizer que até a terceira semana o embrião é um disco e na quarta semana, o embrião passa a se dobrar. Então ele sai da forma de disco e toma a forma de cilindro, ou seja, ocorre uma dobra cefálica, a cabeça do embrião vem para frente, e ocorre a dobra caudal, a parte caudal do embrião..... não são as pernas, porque o embrião nesta fase não tem pernas.... E tem também o dobramento lateral do embrião que faz com que o ectoderma que está lá atrás passe a revestir todo o embrião. Então o embrião sai da forma de disco para a forma de cilindro. Isto tudo acontece na quarta semana. Estes três dobramentos cefálico, caudal e lateral.”
“Bom... então com este dobramento, o que é que vai acontecer com o endoderma? O endoderma inicialmente é o folheto mais interno, mas baixo.... tão lembrados disso? Com a dobra lateral, o que é que vai acontecer? O endoderma vai formar um tubo, vai todinho se fechar... Num corte transversal vai ficar ectoderma por fora, mesoderma aqui no meio e o endoderma vai ficar por dentro, fechadinho como se fosse um tubo. Certo? Fazendo um corte longitudinal no embrião.... A gente vai ver um endorderma fechado aqui, formando uma estrutura chamada? Lembram? O intestino primitivo. Então o dobramento lateral formou o intestino primitivo. E o intestino primitivo é dividido em três partes: intestino anterior, intestino médio e intestino posterior. Entretanto esta divisão do intestino primitivo não é didática. Anatomicamente diferentes vasos irrigam diferentes partes do intestino primitivo. O intestino anterior é irrigado pela artéria celíaca, o intestino médio, pela artéria mesentérica superior e o intestino posterior, pela artéria mesentérica inferior. Então essa divisão em intestino anterior, médio e posterior é anatomica.....”
“E se eu pergunta a vocês qual é a primeira porção do intestino anterior? Qual é a primeira parte, a mais cefálica? Se a gente pensar que isto aqui....... intestino primitivo vai dar tubo digestivo e vai dar respiratório também.... vocês vão ver depois que o respiratório tem um projeção do intestino anterior.... Mas se a gente pensar que isto tudo aqui vai dar tubo digestivo, o que é que naturalmente nós vamos pensar que é a primeira porção do intestino anterior formada por? Pela boca. Nós vamos pensar que é a boca, só que não é. Pelo seguinte... a boca... como é que se forma a boca? A boca se forma quando ainda naquele disco embrionário que tem a membrana orofaríngea e a membrana coacal..... Aqui nesta membrana orofaríngea, o endoderma e ectoderma se uniram. Aqui na frente tem a área cardiogênica.... Depois o embrião vai se dobrar cefalicamente e esta área cardiogênica vem para essa região daqui.... E aqui essa região da membrana orofaríngea ou membrana bucofaríngea... Onde é a placa pré-cordal também.... Essa região aqui, ela vai..... Quando ele se dobrar.... O embrião vai se dobrar cefalicamente.... Então ele está aqui dobrado e o mesoderma que tá no meio aqui vai formar saliências que a gente vai ver daqui a pouco... Quando ele forma essas saliências.... Se o mesoderma formou saliências..... Subiu aqui... Então esta região vai afundar.... A saliência está se formando em torno dela.... Então aqui vem pra cá... Mas vejam só... Mas não assim.... Saliência vem pra cá.... Saliência vem pra cá.... Então essa parte se dobra.... Esta parte se dobrando vai formar a boca. A boca é formada por este folheto que tá aqui por fora. Qual é este folheto? Qual é o folheto que reveste o corpo inteiro? É o ectoderma. Então afundou e foi ectoderma lá no fim..... Mas lá atrás tem uma membrana.... Essa membrana afundo...Como é chamada essa membrana? Orofaríngea. Então vejam... Oro de boca e faríngea de faringe. E quando esta membrana se rompe e que fica a comunicação da faringe com a boca. Mas a faringe..... Vejam só... Esta membrana orofaríngea é formada de que? Ecto e endo.... Se do lado de fora dela é ectoderma. E boca. Do lado de dentro dela é faringe. Certo? Então a faringe é revestida por qual folheto? Endoderma. Não só a faringe mas todo o intestino anterior, médio e posterior são revestido por endoderma. Quando chega aqui na porção mais dilatada do intestino chamada de cloaca.... E quando chega aqui endoderma, endoderma mas vai se unir ao ectoderma aqui numa membrana também.... Como é chamado esta membrana? Membrana Cloacal. Então imaginem, o que está para dentro da membrana cloacal é endoderma e o que está para fora é
ResponderExcluirectoderma. Qual é a ultima parte do sistema digestivo? O tubo digestivo do adulto? Ânus. Então o ânus, como a boca, também é ectoderma. Somente a porção superior do ânus é endoderma, entretanto a parte inferior do ânus é ectoderma. Entenderam? Por que boca e ânus são formados por ectoderma? Por causa destas duas membranas aqui. “
ResponderExcluir“Muito bem.... Então eu pergunto novamente... Qual é a primeira parte do intestino anterior? É a faringe e não a boca. A boca é a primeira parte do tubo digestivo, mas a primeira parte do intestino anterior é a faringe. Essa faringe é dilatada. Do mesmo jeito que a cloaca é dilatada.... a cloaca é o que? A última porção do intestino primitivo e a faringe é a primeira. A faringe é dilatada e a cloaca, também. Então nós temos uma faringe assim... Esse corte de faringe que vou fazer agora vocês imaginem que o embrião tá assim... e eu vou fazer um corte que pegue aqui na faringe.... seria um corte meio oblíquo.... Eu vou pegar essa parte da faringe, ela é larga.... Certo? E aqui no meio dela está o endoderma.... Então a gente vai estudar o desenvolvimento do aparelho faríngeo..... Veja só... O que é a faringe pra gente agora? A faringe é só uma passagem. Tem a parte nasal, nasofaringe, e tem a parte oral, orofaringe...... A gente quando está estudando histologia não fala nada sobre faringe... Estuda o aparelho digestivo e não fala nada sobre a faringe.....Mas ela já foi muito importante. Ela tinha um aparelho. Ela formava um aparelho faríngeo.... Ela já foi cheia de coisa.... porque este aparelho faríngeo e chamado de braquial em outras espécies. Os peixes, por exemplo, respiram pelas branquias. Os peixes tem branquias, nós não temos branquias. Então, quais são os componentes do aparelho faríngeo? Arcos faríngeos, bolsas faríngeas, sulcos faríngeos e membranas faríngeas.”
“Os arcos faríngeos começam a desenvolver-se no início da quarta semana, quando células da crista neural migram para as futuras regiões da cabeça e do pescoço. Então o que foi que aconteceu? A dobra cefálica, a dobra caudal, a dobra lateral e lá na faringe vão aparecer arcos faríngeos. O primeiro par de arcos faríngeos, o primórdio da mandíbula e do maxilar, aparece como elevações superficiais laterais à faringe em desenvolvimento. Depois vem o segundo par, terceiro... Então são esses arcos faríngeos que aparecem na quarta semana ladiando a faringe. O primeiro arco faríngeo (arco mandibular) é dividido em duas saliências: mandibular e maxilar, que nem sempre podem ser facilmente observadas. Lembrem-se que os arcos faríngeos são pares. Têm dos dois lados.... Vejam que dá para ver por esta figura.... Dá para ver que a boca afundou.... Como é chamada a boca primitiva? Estomodeu. Afundou com o ectoderma aqui e os arcos faríngeos apareceram como saliências ladiando essa boca. Então no fim da quarta semana já tem quatro pares de arcos faríngeos. Depois eles são seis pares, aparece ainda o quinto e o sexto. Acontece que... Nós temos a princípio seis arcos.... Um, dois, três, quatro, cinco e seis... Entretanto o quinto desaparece... Ficando o primeiro, o segundo, o terceiro, o quarto e o sexto. O sexto não passa a ser chamado de quinto só porque este desapareceu.... Bem.... da onde vem as cartilagens da laringe? Vem do mesoderma do quarto e sexto arcos faríngeos. Não é quarto e quinto e sim quarto e sexto. “
ResponderExcluir“Bem... vejam só... Qual é o folheto que reveste por fora os arcos faríngeos? Ectoderma. Por dentro.... para formar por dentro dos arcos faríngeos.... entre o ectoderma e o endoderma têm mesoderma. Então os arcos faríngeos têm o ectoderma por fora, o mesoderma no meio e o endoderma revestindo o seu interior. Bem... agora nós temos as bolsas... O que são as bolsas? Bolsa é essa parte.... são estas reentrâncias..... Vejam só... O que é bolsa aqui no nosso desenho? A bolsa é isto aqui. Essa entradinha aqui....Então aqui é a primeira bolsa faríngea..... aqui a segunda bolsa.... aqui a terceira bolsa e aqui a quarta bolsa... Só têm quatro pares de bolsas. Qual é o folheto que forma a bolsa faríngea? Endoderma. Então a bolsa só tem endoderma. Entre um arco e outro arco, nós temos.... como se fosse uma reentrância do lado de fora.... Isto daqui é chamado de sulco ou fenda faríngea. Logo entre o primeiro arco (mandibular) e o segundo(hióide) existe sulco chamado de primeiro sulco faríngeo. Então o sulco é o oposto da bolsa. O sulco é formado por ectoderma enquanto a bolsa por endoderma. Muito bem.... O quarto é ultimo componente do aparelho faríngeo é chamado de membrana faríngea. O que é a membrana faríngea? A membrana faríngea é essa parte aqui. Entre a bolsa e o sulco. Então vamos falar agora em relação aos folhetos embrionários...”
A síndrome de Goldenhar é uma anomalia congênita rara, de etiologia desconhecida, apresentandose geneticamente variável e de causa bastante heterogênea. É caracterizada por alterações oculares, auriculares e vertebrais, além de outras manifestações decorrentes de erros na morfogênese do 1º e 2º arcos branquiais, com predominância no sexo masculino.As manifestações clínicas podem estar associadas a hipoplasia malar e/ou mandibular; hipoplasia da musculatura facial; micrognatia; apêndices pré-auriculares e displasia de orelha externa; hemivértebra ou hipoplasia de vértebras cervicais, torácicas ou lombares; dermóides epibulbares; microftalmia; palato e/ou lábio fendido; anomalias cardíacas; anomalias renais e de sistema nervoso central. Há um consenso global que o diagnóstico não deve ser baseado somente em resultados radiológicos ou laboratoriais, mas considerar os aspectos clínicos e associados com condições sistêmicas de nascimento e achados radiológicos. O diagnóstico diferencial com essas outras entidades é feito com base no padrão das anomalias encontradas. O emprego da estratégia terapêutica correta deve-se considerar se a malformação é unilateral ou bilateral e se apresenta associação com outra síndrome digenética. Conclusão: Esta síndrome, pouco freqüente, deve ser precocemente diagnosticada pois traz graves conseqüências aos seus portadores, sobretudo quando expostos a um diagnóstico tardio. Melhorar a qualidade de vida do paciente, reduzir danos e complicações são funções do otorrinolaringologista que devem estar capacitados a reconhecer seus sinais e sintomas característicos.
ResponderExcluirPessoal achei bem interessante no Garino uma pequena explicação sobre alguns músculos da cabeça e pescoço.
ResponderExcluirDo primeiro arco branquial, derivam os múculos da mastigação(temporal,masseter e pterigóideos)e os músculos milo-hióideo, ventre anterior do digástrico, levantador do véu palatino e tensor da membrana do tímpano, todos inervados pelo ramo motor do nervo trigêmio.
Os músculos da face(expressão facial) derivam da parte superficial da massa primitiva que se forma no segundo arco ou hióideo, enquanto da parte profunda se originam os músculos estilo-hióideo, ventre posterior do digástrico e estápedio. O nervo deste arco é o facial.
Parte da musculatura da faringe, assim como os músculos estilofaríngeo, estiloglosso e os d véu palatino, procedem do terceiro arco, que é inervado pelo nervo glossofaríngeo.
Os músculos restantes da faringe, os da laringe, o trapézio e o esternocleidomastóideo derivam do quarto arco branquial, inervado pelo nervo vago.
Figún, Mario Eduardo
Anatomia odontológica funcional e aplicada.
Figún e Ricardo Rodolfo Garino; trad.Eduardo Grossmann.
Porto Alegre: Artmed, 2003
A síndrome de Goldenhar é causada por herança multifatorial, sendo primeiramente descrita em 1952 por Goldenhar e completada por Gorlin em 19636, tendo geralmente alterações unilaterais em um mesmo desenvolvimento contínuo. Apresentam história familiar clínica positiva em 6% dos casos e em 26,1% em screening genétiC02, tendo diferentes aspectos da doença na mesma família.
ResponderExcluirPodem ser encontradas protuberâncias ou fístulas pré-auriculares como primeira manifestação. Manifestações ortopédicas variam em estudos de 34 a 60% dos pacientes'. As anormalidades esqueléticas mais encontradas são de vértebras cervicais, como occipitalização do Atlas, sinostoses, vértebras cuneiformes, sendo freqüente o comprometimento de vértebras mais inferiores, como na espinha bífida'; e alterações oculares como alteração dermóide epibulbar. Foi descrita, em exame post-mortem de pacientes com 1 a 2 anos, a ausência do forame olfatório na lâmina crivosa do osso etmóide e ipsilateral do bulbo e trato olfatório. Outras descrições recentes associam alterações cardíacas, pulmonares e renais'. Geralmente, tais alterações são evidentes nos primeiros meses de vida, mas há relatos de diagnósticos em pacientes adultos com mais de trinta anos de idade'. Outros acometimentos mais raros são descritos, como um lipoma de corpo caloso$, o que demonstra a variedade do espectro.
As manifestações são usualmente mais severas quando a herança é paterna, autossômica dominante, podendo aparecer, então, evidências da heterogenicidade genética. Os pacientes apresentam maior susceptibilidade para diabetes, hiperlipidemia e para os efeitos embriopatológicos causados pela rubéola. Algumas alterações estruturais do osso temporal facilitam, individualmente, a ocorrência de meningite e comprometimento posterior dos ouvidos
1. KALAVREZOS N. D.; BOCHLOGYROS P. N.; PANOS G. - Surgical Correction of a Pacient with Goldenhar Syndrome. Heel Period Stomt Gnathopathoprosopíke Cheir, 5-4: 147150, 1990.
oiiii gente... eu li no Keith Moore que a síndrome do primeiro arco pode ocorrer por uma migração insuficiente das células da crista neural durante a 4ª semana, levando a um desenvolvimento anormal dos componentes do 1º arco faríngeo, com anomalias congênitas de olhos, orelhas, mandíbula e palato, por exemplo. Existem 2 tipos principais de apresentações clínicas: a primera chamada de Síndrome de Treacher Collins é caracterizada por hipoplasia malar e defeitos das pálpebras e das orelhas; e a segunda, chamada de síndrome de Pierre Robin apresenta hipoplasia da mandíbula, fenda palatina, e defeitos dos olhos e orelhas, que são justamente as manifestações apresentadas pelo paciente do nosso 2º caso clínico.
ResponderExcluirmuito bem pessoal é isto aí!
ResponderExcluirCASSIANA MARIA
ResponderExcluirO Síndrome de Goldenhar foi descrito inicialmente por um médico francês com o mesmo nome em 1952. Este síndrome foi desde então largamente estudado e inclui um grande espectro de anomalias (oculares, auditivas, cardíacas, renais e do esqueleto).
Incidência, Etiologia e Diagnóstico
A incidência do Síndrome de Goldenhar situa-se entre 1 em 3500 e 1 em 26000 nascimentos. Este síndrome tem geralmente uma causa multifactorial. Excepcionalmente pode haver algumas famílias onde a hereditariedade é autossómica dominante.
O diagnóstico diferencial deve ser feito com outras situações que têm alterações dos arcos branquiais.
O diagnóstico de Síndrome de Goldenhar deve ser colocado perante a presença de hipoplasia unilateral da maxila e alterações dos pavilhões auriculares, com ou sem quistos oculares. A metodologia diagnóstica inicial depende da gravidade e da extensão das malformações. Em crianças com microssomia hemifacial (envolvimento unilateral da maxila e dos pavilhões auriculares), o diagnóstico é simples, havendo apenas necessidade de referenciar estas crianças para consultas de cirurgia para programar as correcções plásticas necessárias, para uma avaliação auditiva com a realização de potenciais evocados e exames imagiológicos para identificar possíveis anomalias dos ouvidos médio e interno. Em crianças com microssomia hemifacial e anomalias múltiplas, é necessária, em geral, uma avaliação exaustiva. Assim sendo, pode ser necessário realizar radiografias do esqueleto, ecocardiografias e ecografias renais. As crianças com anomalias crâneofaciais mais graves devem fazer exames imagiológicos para avaliar a estrutura cerebral. Em indivíduos com Síndrome de Goldenhar devem ser feitas avaliações oftalmológicas, otorrinolaringológicas e nutricionais periódicas. Pode também ocorrer obstrução das vias aéreas.
Evolução
As complicações do Síndrome de Goldenhar decorrem sobretudo da presença das anomalias crâneofaciais. As malformações do ouvido externo encontradas são várias e vão desde simples alterações do pavilhão auricular até à sua ausência completa e do canal auditivo externo. Existe perda de audição em cerca de 15% dos casos. Os olhos e o sistema nervoso central podem também ser afectados. Pode haver anomalias das glândulas salivares e hipoplasia da língua. Dentro das anomalias do esqueleto, as mais frequentes são as da coluna vertebral, nomeadamente a fusão das vértebras cervicais que pode ser encontrada em cerca de 20-35% dos doentes. Podem-se também encontrar anomalias cardíacas, pulmonares, renais e gastrointestinais.
Tratamento e Prevenção das Complicações
Como parte da avaliação diagnóstica inicial, devem ser feitos exames imagiológicos cerebrais, cardíacos, renais e do esqueleto. A avaliação cuidadosa da morfologia crâneofacial é importante para referenciar precocemente os casos em que seja necessária uma intervenção terapêutica. A avaliação do crescimento da cabeça, da audição e da visão tem especial importância durante a infância. Entre os 3-5 anos, está recomendada a realização de radiografias da coluna cervical para o despiste de fusões das vértebras.
O controle preventivo posterior no Síndrome de Goldenhar deve englobar avaliações da visão, da audição, da mobilidade cervical, da função renal e da dentição. As dificuldades alimentares geralmente não persistem para além do primeiro ano de vida. Por vezes, é necessária a colaboração de terapeutas da fala e dentistas quando existem disfunções do palato e anomalias dentárias.
Aconselhamento Genético
A maior parte das famílias não têm outros membros afetados, pelo que se pode atribuir um risco de recorrência de 1-2% a um casal normal com um filho afetado e aos descendentes de um indivíduo doente.
http://www.chc.min-saude.pt/servicos/Genetica/goldenhar.htm
1-Como se forma o canal naso lacrimal e os sulcos faciais?
ResponderExcluir2-como se dá a formação da testa, nariz e seios paranasais?
Formaçao do ducto nasolacrimal
ResponderExcluirOs primórdios da face começam a surgir no início da 4ª semana do desenvolvimento embrionário em torno do estomodeu (boca primitiva), que se localiza no 1º arco branquial. A proeminência frontonasal (PFN), situada logo acima do estomodeu, dá origem ao nariz e à região frontal da face. No fim da 4ª semana, formam-se espessamentos bilaterais do ectoderma ventro-lateral da PFN (placódios nasais) e através da proliferação do mesênquima na margem desses placódios, forma-se uma estrutura em forma de ferradura, que pode ser didaticamente dividida em proeminências nasais medial e lateral. No centro do placódio notamos uma depressão conhecida como fosseta nasal, que representa o primórdio da narina e da cavidade nasal. O ducto naso-lacrimal desenvolve-se a partir de um espessamento do ectoderma (em forma de bastão) no assoalho do sulco naso-lacrimal, que se aprofunda no mesênquima unindo o saco lacrimal à cavidade nasal. Entre a 7ª e 10ª semana ocorre a fusão das proeminências nasais mediais entre si, formando o filtro do lábio superior, e a formação das coanas primitivas através das fossetas nasais, que se aprofundam e rompem a membrana oronasal5.
De acordo com Meyer2, a arrinia decorre de uma falha no desenvolvimento dos placódios nasais. Os ductos naso-lacrimais se formam inicialmente, mas terminam em fundo cego, já que não conseguem se comunicar à cavidade nasal. O palato assume um aspecto arqueado e alto não só pela falta da cavidade nasal, mas também pela ausência do crescimento do septo nasal, que contribui para a formação normal do palato secundário. O epitélio olfatório, como poderia se prever, não se forma na ausência da invaginação da fosseta nasal, levando à hipoplasia dos bulbos olfatórios e anosmia.
As deformidades oculares associadas são raras e provavelmente causadas pelo subdesenvolvimento do aparelho naso-lacrimal6. A etiologia exata dessa malformação associada não é clara e talvez seja mais complexa, já que existem casos relatados na literatura com arrinia isoladamente.
http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=s0034-72992002000400020
fonte :
ResponderExcluirAnatomia, Histologia e Embriologia dos Dentes e das Estruturas Orofaciais – 2ª edição
Mary Bath-Balogh, Margaret J. Fehrenbach
Durante a quarta semana, o tecido ao redor dos placoides desenvolve-se, dando inicio ao desenvolvimento do nariz. No centro de cada placoide forma-se uma pequena depressao,
as fossetas nasais, que posteriormente irao desenvolver-se como cavidades nasais. O aprofundamento dessas fossetas forma um saco nasal que se projeta internamente em direçao ao encefalo em desenvolvimento. No inicio, esses sacos nasais estao separados pelo estemodeu pela membrana oronasal. Essa membrana temporaria desintegra-se, colocando em comunicaçao as cavidades oral e nasal, na regiao dos coanos primitrivos, posteriormente ao palato primario em desenvolvimento. Ao mesmo tempo as conchas nasais, superior, media e inferiorestao desenvolvendo-se nas paredes laterais da cavidade nasal em desenvolvimento. Alguns dos seios paranasais desenvolvem-se posteriormente, durante o periodo fetal, e outros, apos o nascimento. Todos formam-se como prolongamentos das paredes das cavidades nasais
e tornam-se estençoes preenchidas de ar da cavidade nasal nos ossos adjacentes, como aquelas encontradas na maxila e no osso frontal.
A parte media do tecido em desenvolvimento ao redor dos placoides nasais, aparecem como saliencias em meia-lua, localizadas entre as fossetas nasais. Essas saliencias denominadas processos nasais mediais irao fusionar-se esternamente para formar a parte mediana do nariz, desde a raiz até o apice, e a parte central do labio superior, como tambem a regiao do filtro.
Os processos nasais mediais pareados tambem se fundem internamentente e crescem no sentido inferior, na parte externa do estemodeu, formando o segmento intermaxilar ou segmento pre-maxilar. O segmento intermaxilar esta envolvido na formaçao dos dentes incisivos superiores e tecidos associados, palado primario e septo nasal.
Sobre a parte externa das fossetas nasais, encontram-se duas outras dilataçoes em forma de meia-lua, conhecidas como processos nasais laterais, onde irao originar-se as asas ou paredes laterais do nariz. A fusao bilateral dos processos nasal lateral, maxilar e nasal medial ira formar as narinas. O nariz do embriao permanece como uma estrutura visivelmente achatada ate o periodo fetal, quando e concluido o desenvolvimento facial.
Alguns outros esclarecimentos sobre a SINDROME DO 1º ARCO BRAQUIAL
ResponderExcluirA Síndrome de Goldenhar é rara, caracterizada por anomalias congênitas em diferentes locais do corpo, principalmente na face, orelhas e vértebras (RYAN, 1988) (14) . Gorlin (9) sugeriu o termo Displasia Oculo-Auriculo-Vertebral (OAV) incluindo anomalias vertebrais nesta síndrome. A sua etiologia é pouco clara, apresentando-se geneticamente variável e de causa bastante heterogênea. O presente trabalho descreve esta síndrome e suas características predominantes, baseadas na revisão da literatura atual, bem como, nas observações clínicas durante o tratamento ortodôntico realizado ao longo de 11 anos de um paciente do sexo masculino portador de características clássicas da mesma. É de suma importância diagnosticar e intervir precocemente, o que contribuirá significantemente para a obtenção de sucesso, melhorando as condições do paciente afetado.
As complicações da Síndrome de Goldenhar decorrem sobretudo da presença de anomalias crâniofaciais. As malformações do ouvido externo encontradas são várias e vão desde simples alterações do pavilhão auricular até a sua ausência completa e do canal auditivo externo. Existe perda da audição em 15% dos casos. Os olhos e o sistema nervoso central podem também ser afetados. Pode haver anomalias das glândulas salivares e hipoplasia da língua.
Dentro das anomalias do esqueleto, as mais freqüentes são as da coluna vertebral, nomeadamente a fusão das vértebras cervicais que pode ser encontrada em cerca de 20-35% dos doentes. Pode-se também encontrar anomalias cardíacas, pulmonares, renais e gastrointestinais.
Considerando esses relatos, observo que a Sindrome de Goldenhar também tem importância dentro do estudo da ortodontia devido aos processos de malformação.
Esse artigo científico pode ser encontrado no link abaixo!
http://supercongresso.com.br/op2/painel.php?n=1
Formação do nariz:
ResponderExcluirA medida que o embrião se desenvolve, observa-se um proliferação e elevação bilateral do mesoderma que fica por baixo das bordas dos placodios olfatorios, formando duas fossetas nasais, ladeadas cada uma por uma prega em forma de ferradura. As porções laterais e mediais, respectivamente. Ao mesmo tempo que isso ocorre, o placodio se aprofunda e as pregas se deslocam para a linha média. Como resultado desse movimento as pregas nasais se fundem na linha média, formando o nariz com os seus dois orifícios e asas com pregas
cartilaginosas características.
http://www.forp.usp.br/mef/embriologia/alimentar_respiratorio.htm
para que serve o 2º e 3º arco faringeos?
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirO 2º arco branquial formará os principais músculos faciais; alguns ligamentos; o nervo facial; o osso
ResponderExcluirhióide e outras estruturas da região cervical.
O 3º arco branquial também originará o osso hióide (juntamente com o 2º arco branquial); o músculo
estilofaríngeo; o nervo glossofaríngeo e parte da faringe.
fonte :
http://www.scribd.com/doc/2971759/2-Ano-MD-Morfologia-Oral-
O segundo arco faringeo tem o papel de formar as estruturas necessárias para a formação do lingmento estilo-hióide(não apenas as estruturas ósseas).Além de ser fundamental para a formação de estruturas indispensáveis para a viabilização da audição,como o estribo.Considero que toda a procedência musculas deste arco já tenha sido citada,não havendo necessidade de reperi-la.
ResponderExcluirBruno Albuquerque
A porção frontal da proeminência frontonasal forma a testa, a parte nasal constitui o limite rostral do estomodeu(boca primitiva) e forma o nariz. Já os seios paranasais desenvolven-se tardiamente na vida fetal, os restantes forman-se após o nascimento. Eles surgem como saliências, ou divertículos, nas paredes das cavidades nasais e tornam-se extensões, cheias de ar, das cavidades nasais nos ossos adjacentes.
ResponderExcluirEmbrilogia Clínica- Keith Moore