quinta-feira, 14 de outubro de 2010

CASO 4: DENTINOGENESE IMPERFEITA

Paciente C.B.R de 07 anos, sexo feminino chegou ao dentista queixando-se dores de dentes constantes. Após exame pelo Cirurgião Dentista observou-se que a paciente em alguns dentes apresentava inclusive exposição pulpar, observou-se em ambas dentições elementos dentários com cor que variava entre o cinza ao violeta-acastanhado além de uma perda acentuada e precoce de esmalte emsuperfícies oclusais e incisiais, ao exame radiológico observou-se sinais radiográficos característicos de obliteração precoce e parcial de câmeras pulpares e canais radiculares em alguns dentes tendo sido diagnosticado um caso de Dentinogênese Imperfeita.

29 comentários:

  1. Dentinogênese Imperfeita é uma rara alteração hereditária que se caracteriza por alteração da consistência da estrutura dentinária resultando em modificação da coloração do dente e perda de suporte para o esmalte, agravando a atrição e perda da dimensão vertical. Um caso de Dentinogênese Imperfeita é descrito, onde o paciente apresentava sinais característicos da alteração em toda a dentição permanente, com ausência de manifestações no tecido ósseo, eliminando a possibilidade dela estar associada à osteogênese imperfeita (AU).

    fonte: http://bases.bireme.br/cgi-bin/wxislind.exe/iah/online/?IsisScript=iah/iah.xis&src=google&base=BBO&lang=p&nextAction=lnk&exprSearch=18882&indexSearch=ID



    http://fotos.sapo.pt/vTfZ5BP5Saoz3OC4z99q/340x255

    foto de dentinogenese imperfeita

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  2. Uma doença dominante autossômica do desenvolvimento dentário caracterizada por uma dentina opalescente resultando em alteração de cor dos dentes, variando de azul escuro a acastanhado. A dentina é mal formada com um conteúdo mineral anormalmente baixo; o canal pulpar é obliterado, mas o esmalte é normal. Os dentes usualmente desgastam-se rapidamente, deixando curtos cotos castanhos. (Dorland, 28ª ed)

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  3. A dentinogênese Imperfeita caracteriza-se por
    ser um defeito hereditário da dentina, originado
    durante o estágio de histodiferenciação da
    odontogênese.Trata-se de uma herança autossômica dominante,cujos sinais manifestam-se, via de
    regra, à metade da prole em cada geração, com igual freqüência entre homens
    e mulheres. Além disto, apresenta uma incidência de
    1:8000 nascimentos, principalmente em
    caucasianos, sendo a dentição decídua
    normalmente mais afetada que a permanente

    Tal anomalia pode ser classificada em: tipo I,
    associado à osteogênese imperfeita; tipo II, quando
    existem alterações apenas nos dentes; e tipo III,
    onde só os dentes são acometidos, porém com
    achados clínicos variados como exposições pulpares
    e coroas em forma de sino.
    Quanto às características clínicas, de uma forma
    geral, os dentes apresentam-se opacos, de cor
    acastanhada ou cinza-azulada. O esmalte dentário
    apresenta normalidade, pois é uma alteração
    mesodérmica. Contudo, se destaca ou fratura,
    uma vez que a junção amelo-dentinário é anormal.
    Quando a dentina é exposta, esta apresenta
    consistência mole e se desgasta rapidamente, chegando
    a ficar em nível cervical, o que leva à perda
    da dimensão vertical na oclusão do paciente.
    Radiograficamente observam-se coroas
    bulbosas, camadas pulpares e canais radiculares
    obliterados. Esta característica pode ser observada
    em ambas as dentições e, embora as raízes
    sejam curtas e arredondadas, o cemento, a membrana
    periodontal e o osso de suporte aparecem
    normais.


    De acordo com a literatura TOMMASI21
    (1988) diversos tratamentos podem ser realizados,
    a fim de reabilitar o paciente acometido pela
    dentinogênese imperfeita. Dentre eles, destacam-se:
    restaurações diretas e indiretas com compósito
    e colocação de coroas de aço inoxidável.
    Como tal condição pode acarretar em
    disfunções oclusais graves devido à perda de
    estruturas dentária, além de alterações psicológicas
    ocasionadas pelo comprometimento estético,
    o restabelecimento da estética e função é de
    grande importância para proporcionar ao paciente
    uma sensação de bem estar físico e mental.

    FREITAS, K. P. ANTONIO, A. G.; WINZ, M. L. P. CASTRO, R. A. L.; VIANNA, R. B. C. Dentinogênese Imperfeita tipo III e tipo II em crianças:
    Relato de casos. Revista Odonto • Ano 16, n. 32, jul. dez. 2008, São Bernardo do Campo, SP, Metodista. Disponível em: https://www.metodista.br/revistas/revistas-ims/index.php/O1/article/viewFile/564/562

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  4. Pessoal, Anne tá sem internet e pediu pra eu postar os objetivos e os termos desconhecidos. Desculpa a demora, eu realmente não tinha visto que Anchieta já tinha posto o caso.

    *TERMOS DESCONHECIDOS:
    -Exposição Pulpar
    -Superfícies Oclusais e incisiais
    -Obliteração
    -Câmeras Pulpares
    -Canais Radiculares
    -Tratamento endodôntico

    *OBJETIVOS:
    -Causa da variação de cor
    -Causas da exposição pulpar
    -Porque a lesão do esmalte
    -Tratamento endodôntico
    -Pulpectomia
    -Porque a obstrução da polpa
    -Dentina Reacional
    -Quais células da polpa

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  5. CAUSAS DA EXPOSIÇÃO PULPAR

    A causa mais comum de exposição pulpar é a cárie, mas pode acontecer durante a preparação da cavidade ou como resultado de erosão ou fratura da coroa. Exposições pulpares secundárias à cárie são comuns em dentes decíduos devido ao tamanho relativamente grande da câmara pulpar. Em conseqüência de exposições pulpares, poderá acontecer infeção, resultando em inflamação pulpar e, comumente, necrose. Tal situação nem sempre conduz à dor, porque a inflamação pode permanecer subaguda ou crônica mas o processo poderá agudizar a qualquer hora.

    Dentes decíduos com exposições pulpares sempre devem ser tratados e isto leva a uma forma de tratamento pulpar ou extração. Se as extrações forem realizadas, algumas considerações devem ser observadas para a manutenção e o equilíbrio do espaço, compensando as extrações.

    DISPONÍVEL EM: http://www.odontologiainfantil.8m.com/publicacoesc19.htm

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  6. DENTINA REACIONAL

    É a dentina formada por odontoblastos maduros em resposta a estímulos de baixa intensidade.

    DISPONÍVEL EM: http://www.ccs.ufpb.br/morfologia/Dentina%20texto.pdf

    Dentina terciária ou reacional – alteração de forma e tamanho da cavidade pulpar.

    DISPONÍVEL EM: http://www.endonline.com.br/alunos/rot/histpat.htm

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  7. POR QUE A LESÃO DO ESMALTE?

    Apesar de o esmalte ser normal, tanto em estrutura quanto em composição
    química, ele se fratura com facilidade devido ao
    suporte deficiente proporcionado pela dentina alterada.

    FERNANDES,L.M.P.S.R.;RODRIGUEZ,M.H.H.;LASCALA,C.A.Dentinogênese imperfeita familiar: relato de caso.Rev. odonto ciênc.São Paulo,2008;23(2):202-206.

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  8. CASSIANA DISSE:

    Pulpectomia

    É o tratamento de canal comumente conhecido. Consiste em despolpar totalmente o dente; higienizar as paredes internas e a luz dos canais; modelar e selar, de modo o mais hermético possível, o sistema de canais radiculares com guta-percha (derivado de resina vegetal).

    A pulpectomia é considerada um procedimento complexo, onde tamanho do campo operatório, o comprimento do dente, a anatomia do sistema de canais radiculares e a fadiga dos intrumentos de corte contribuem para as dificuldades técnicas deste procedimento.

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Endodontia#Pulpectomia

    A pulpectomia é o tratamento radical da polpa dentária, consistindo da incisão e exérese do tecido pulpar vital, podendo este apresentar quadro de alteração inflamatória ou não.
    Consiste de manobras cirúrgicas que visam amputar a polpa dentária, sem este tecido, o dente perde toda a sua capacidade em transmitir estímulos térmicos e mecânicos, preservando apenas sua capacidade proprioceptiva oriunda do periodonto. Portanto, é preciso conhecimento e critério para se indicar, com segurança a realização deste procedimento.


    Exposição Pulpar

    Pode ocorrer, durante o preparo cavitário, remoção de dentina cariada ou por processos patológicos, a exposição de tecido pulpar ao meio bucal. Mesmo sendo mínima, esta exposição pode acarretar na contaminação da polpa por microorganismos patogênicos, os quais comprometeriam a saúde tecidual. Nestes casos, portanto, A PULPECTOMIA É O TRATAMENTO DE ESCOLHA.

    http://www.endo-e.com/images/Esvaziamento/esvaziamento.htm

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  9. OBLITERAÇÃO DO CANAL RADICULAR

    A obliteração do canal radicular ou metamorfose calcificante é uma condição comum que se desenvolve como seqüela de um traumatismo dentário. É caracterizada pela deposição de tecido duro no espaço pulpar, vista radiograficamente, e pela coloração amarelada da coroa dentária, vista clinicamente. Aproximadamente 6% a 35% dos dentes traumatizados apresentam algum grau de obliteração do canal. Destes, de 1% a 16% desenvolvem necrose pulpar ao longo dos anos. As opiniões diferem entre os profissionais a respeito da conduta frente ao desenvolvimento desta condição, uma vez que o tratamento profilático pode acarretar indicação de endodontia em dentes que jamais sofreriam necrose pulpar.

    http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/19064

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  10. Tratamento Endodôntico (canal)

    O tratamento de canal é a remoção do tecido mole que se encontra na parte mais interna do dente (câmara e canal), e que recebe o nome de polpa. Esta pode estar sadia ou infectada e, ao ser removida, é substituída por um material obturador.
    O sintoma mais característico para se indicar o tratamento endodôntico é a dor espontânea, isto é, o dente começa a doer sem estímulo, de forma latejante, não muito bem localizada e que aumenta com o calor (quente). Nesse caso, a polpa ainda está viva, porém inflamada, e o uso de analgésicos não resolve. Já quando há a morte da polpa, geralmente a dor é bem localizada, havendo sensação de "dente crescido" e dor ao mastigar. Além disso, ao se abaixar a cabeça, têm-se a sensação de que o dente "pesa".
    Nem sempre que um dente dói, deve receber o tratamento endodôntico. Os dentes podem ter resposta dolorosa a qualquer estímulo fora do normal: frio intenso (gelado), calor intenso (quente), doce ou ainda salgado. Esses sintomas são observados em dentes cariados, em dentes com o colo exposto, ou seja, retração da gengiva e em dentes submetidos à carga intensa, durante a mastigação. Nesses casos, removendo-se a causa, cessa a sensibilidade.
    Quando a polpa do dente é viva e sem inflamação, uma sessão é suficiente para fazer o tratamento do canal.Quando a polpa está viva e com inflamação, leva-se duas sessões e quando a polpa está morta, são necessárias mais sessões.
    No tratamento, com o uso da anestesia, ele torna-se indolor e, às vezes, nos casos da polpa morta, nem é preciso anestesiar. Pode ser desconfortável por ser necessário permanecer muito tempo com a boca aberta.
    Pode acontecer, após as sessões de tratamento, nas primeiras 48 à 72 horas, ficar com uma sensação dolorosa decorrente da aplicação do anestésico e da manipulação do dente, que pode ser resolvida pela ingestão de analgésicos.
    Geralmente, se num primeiro tratamento, não foi possível seguir os padrões exigidos: limpeza (remoção de todos os microorganismos), preenchimento correto do canal com o material obturador, etc. Essas incorreções podem provocar lesões na ponta da raíz (periápice) do tipo abcessos e lesões crônicas, havendo a necessidade de um novo tratamento, ou seja, um retratamento do dente afetado. Desde que bem executado, este tratamento é eficiente.
    O dente em si, não morre, depois do tratamento, pois todo o suporte desse dente permanece vivo: osso, membrana periodontal que são fibras que fixam o dente ao osso e o cemento que é a camada que recobre as raízes. O inconveniente é que, como é a polpa que confere sensibilidade ao dente, se o mesmo for novamente atacado por cárie, isso não será percebido, devido à ausência da sensação dolorosa. Outro possível problema é que o dente torna-se mais frágil, e isso deve ser levado em conta no momento da execução da restauração do dente definitiva. Devido à isso, deve-se fazer um controle, ou seja, visitas ao Dentista.
    O fato do escurecimento acentuado do dente, só acontece quando o dente sofre uma hemorragia ou mortificação pulpar (morte da polpa) antes do tratamento ou então por erro técnico. O que acontece sempre que se trata o canal é a perda de brilho do dente, o que dá um aspécto mais amarelado.
    Deve-se tomar cuidado, no caso do tratamento do canal não ser realizado, pois poderá se desenvolver uma lesão na região apical (infecção na raíz e nos tecidos vizinhos), que poderá ter conseqüências mais sérias, como dor intensa, inchaço, febre e bacteremia que são bactérias na corrente sangüínea. A solução a partir daí, poderá ser a extração do dente.

    http://www.saudevidaonline.com.br/odontonline/diver1.htm

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  11. Uma doença dominante autossômica do desenvolvimento dentário caracterizada por uma dentina opalescente resultando em alteração de cor dos dentes, variando de azul escuro a acastanhado. A dentina é mal formada com um conteúdo mineral anormalmente baixo; o canal pulpar é obliterado, mas o esmalte é normal. Os dentes usualmente desgastam-se rapidamente, deixando curtos cotos castanhos. (Dorland, 28ª ed)

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  12. Uma pesquisa da universidade de odontologia de bauru. O capeamento pulpar direto é um procedimento que consiste na adequada proteção do
    tecido pulpar exposto ao meio oral, com o intuito de selar este local de infiltração
    bacteriana, preservar sua vitalidade e suas funções reparadora, nutritivas, sensoriais,
    proteção e de formação de barreira mineralizada. Otólitos são concreções calcárias
    encontradas no ouvido interno dos peixes ósseos, constituídos por uma grande
    variedade de compostos inorgânicos e de proteínas colagênicas de alto peso molecular,
    aparentemente relacionadas ao processo de calcificação de tecidos duros humanos.
    Este estudo avaliou a resposta da polpa dental de cães ao capeamento em com otólitos,
    hidróxido de cálcio ou selamento com ionômero de vidro. Para tanto, dois cães foram
    anestesiados e após profilaxia e isolamento absoluto do campo operatório, realizou-se
    exposição padronizada experimental da polpa dos incisivos, capeamento e selamento
    cavitário com cimento de ionômero de vidro. Posteriormente, os 24 dentes foram
    divididos em três grupos, de acordo com o material capeador utilizado: preparado de
    otólitos (OTL), hidróxido de cálcio (HC) e nenhum material de proteção (CTR). Passados
    21 e 30 dias do experimento, os animais foram anestesiados, os dentes extraídos e
    submetidos à tomografia computadorizada volumétrica de feixe cônico com tecnologia
    cone beam, radiografados e processados para a análise histomorfológica. Os otólitos
    apresentaram biocompatibilidade com os tecidos pulpares in vivo e a resposta do tecido
    pulpar no grupo OTL foi semelhante a do grupo HC. Além disso, a presença de barreira
    mineralizada com aspecto de tecido dentinário foi observada em 100% dos espécimes
    do grupo HC, enquanto que, 83,3% dos espécimes do grupo OTL apresentou uma
    barreira com aspecto osteóide vedando a área exposta. Não ocorreu formação de tecido
    mineralizado no CTR, quer em 21 ou em 30 dias. Não houve diferença estatisticamente
    significativa entre OTL e HC (p <0,05) para os períodos estudados. Conclui-se que o
    capeamento direto com o preparado de otólitos, similar ao hidróxido de cálcio, preserva
    a vitalidade pulpar, estimula a formação de barreira de tecido mineralizado e induz a
    resposta pulpar reparadora, representando um promissor biomaterial para ser utilizado
    na odontologia.

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  13. O quadro reacional pulpar manifesta-se subjetivamente pela dor, que sofrerá modificações no processo da perda tecidual.
    A teoria que explica como a dentina transmite os estímulos que resultam em manifestações de dor é, ainda, um tema controverso na literatura
    A sensação dolorosa é resposta instantânea ao estímulo. Nem sempre, porém, há inter-relação entre a gravidade da lesão pulpar e a intensidade da dor provocada. A presença de dor traduz no mínimo, um distúrbio funcional da polpa. Não se pode concluir que, a ausência de fenômenos dolorosos signifique uma polpa sadia.
    A propósito, as crises de dor, relacionadas com estados inflamatórios pulpares na fase inicial, são intervaladas por períodos assintomáticos.
    Habitualmente, as dores ocorrem após extensa perda de substância dentária; porém não é raro, observar-se casos de cárie recente, com pouca destruição de estruturas e, no entanto, extremamente sensíveis aos estímulos. Outras vezes, o inverso ocorre, alterações pulpares evoluem mais ou menos, sem nenhuma manifestação dolorosa, para mortificação pulpar.
    Dada a multiplicidade de fatores suscetíveis de influir nas características dos irritantes e das estruturas dentárias, pode afirmar que as respostas do complexo tecidual dentina-polpa não são uniformes.
    Sempre que ocorrer perda de substância dentária, não importando a causa inicial (cárie, fratura, abrasão, preparos cavitários de profundidades variáveis, etc.), ficam a dentina e polpa sujeitas a estímulos anormais.
    Assim, desde que a cárie se instala, a dentina fica diretamente sujeita aos estímulos do meio bucal, entre os quais os derivados de agentes infecciosos.
    Em geral, a cárie evolui para completa destruição da coroa. Os tecidos dentários, porém, não aceitam a cárie de forma pacífica.
    Quando exposta a ação de irritantes exteriores, organiza-se, imediatamente, na dentina ao redor da área atacada, uma linha avançada de defesa, constituída de dentina translúcida. Esta, no dizer de Fish, resulta da mineralização dos canalículos de Tomes, sendo impermeável aos germes e às suas toxinas e, muitas vezes, paralisa o processo patológico (cura espontânea da cárie).
    Raramente, o estacionamento da cárie é definitivo. Sob a ação de produtos microbianos ácidos e proteolíticos, a barreira defensiva é superada e, em conseqüência, a lesão se agrava.
    Como resposta ao ocorrido, forma-se uma dentina de reparação (secundário-reparativa), que se deposita na câmara pulpar na direção do ataque de cárie.

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  14. 0 que é tratamento endodôntico?
    É a remoção do tecido mole que se encontra na parte mais interna do dente (câmara e canal), e que recebe o nome de polpa. Esta pode estar sadia ou infectada e, ao ser removida, é substituída por um material obturador.

    Quais são os sintomas mais característicos para se indicar o tratamento endodôntico?
    Dor espontânea - isto é, o dente começa a doer sem estímulo - de forma latejante, não muito bem localizada e que aumenta com o calor. Nesse caso, a polpa ainda está viva, porém inflamada, e o uso de analgésicos não resolve.
    Já quando há morte da polpa, geralmente a dor é bem localizada, havendo sensação de "dente crescido" e dor ao mastigar.
    Além disso, ao se abaixar a cabeça, tem-se a sensação de que o dente "pesa".

    Sempre que um dente dói, deve receber tratamento endodôntico?
    Não. Os dentes podem ter resposta dolorosa a qualquer estímulo fora do normal: frio intenso, calor intenso, doce e salgado. Esses sintomas são observados em dentes cariados, em dentes com. o colo exposto (retração das gengivas) e em dentes submetidos a carga intensa (durante a mastigação). Nesses casos, removendo-se a causa, cessa a sensibilidade.

    Em quantas sessões se faz um tratamento endodôntico?
    Quando a polpa é viva e sem inflamação, uma sessão é suficiente; polpa viva e inflamada, 2 sessões.

    Com polpa mortificada, são necessárias mais sessões.
    0 tratamento é muito dolorido?
    Com o uso da anestesia, o tratamento é indolor e, às vezes, nos casos de polpa mortificada, nem é preciso anestesiar. Pode ser desconfortável por ser necessário permanecer muito tempo com a boca aberta.

    Após as sessões de tratamento, é comum sentir dor ?
    Não. 0 que pode acontecer nas primeiras 48 a 72 horas é ficar com uma sensação dolorosa decorrente da aplicação do anestésico e da manipulação do dente, que pode ser resolvida pela ingestão de analgésicos tipo AAS.

    Um dente já tratado pode receber novamente tratamento endodôntico? Em que casos isso é necessário?
    Sim, geralmente quando, no primeiro tratamento, não foi possível seguir os padrões exigidos: limpeza (remoção de todos os microorganismos), preenchimento hermético do canal com o material obturador etc. Essas incorreções podem provocar lesões na ponta da raiz (periápice) do tipo abcessos e lesões crônicas.

    Este tratamento é completamente eficiente?
    Sim, desde que bem executado e que os outros procedimentos que reconstituirão o dente, como restauração, coroas, incrustações, tratamento gengival etc., também sejam bem executados.

    0 dente morre depois do tratamento?
    Não, pois todo o suporte desse dente permanece vivo: osso, membrana periodontal (fibras que fixam o dente ao osso) e cemento (camada que recobre as raízes).
    0 inconveniente é que, como é a polpa que confere sensibilidade ao dente, se o mesmo for novamente atacado por cárie, isso não será percebido devido à ausência de sensação dolorosa.
    Outro possível problema é que o dente toma-se mais frágil, e isso deve ser levado em conta no momento da execução da restauração definitiva, que, nesse caso, deve ter características diferentes.

    Sempre que se trata o canal o dente escurece?
    Não. 0 que acontece é a perda do brilho, o que dá um aspecto mais amarelado. 0 escurecimento acentuado só acontece quando o dente sofre uma hemorragia ou mortificação pulpar antes do tratamento ou, então, por erro técnico.

    0 que poderá ocorrer se o tratamento endodôntico não for realizado?
    Poderá se desenvolver uma lesão na região apical (infecção na raiz e nos tecidos vizinhos), que poderá ter conseqüências mais sérias, como dor intensa, inchaço, febre e bacteremia (bactérias na corrente sangüínea). A única solução a partir daí poderá ser a extração do dente.







    http://www.dentistasrs.com.br/orientacao/tratamento_endodontico.htm

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  15. 0 que é tratamento endodôntico?
    É a remoção do tecido mole que se encontra na parte mais interna do dente (câmara e canal), e que recebe o nome de polpa. Esta pode estar sadia ou infectada e, ao ser removida, é substituída por um material obturador.

    Quais são os sintomas mais característicos para se indicar o tratamento endodôntico?
    Dor espontânea - isto é, o dente começa a doer sem estímulo - de forma latejante, não muito bem localizada e que aumenta com o calor. Nesse caso, a polpa ainda está viva, porém inflamada, e o uso de analgésicos não resolve.
    Já quando há morte da polpa, geralmente a dor é bem localizada, havendo sensação de "dente crescido" e dor ao mastigar.
    Além disso, ao se abaixar a cabeça, tem-se a sensação de que o dente "pesa".

    Sempre que um dente dói, deve receber tratamento endodôntico?
    Não. Os dentes podem ter resposta dolorosa a qualquer estímulo fora do normal: frio intenso, calor intenso, doce e salgado. Esses sintomas são observados em dentes cariados, em dentes com. o colo exposto (retração das gengivas) e em dentes submetidos a carga intensa (durante a mastigação). Nesses casos, removendo-se a causa, cessa a sensibilidade.

    Em quantas sessões se faz um tratamento endodôntico?
    Quando a polpa é viva e sem inflamação, uma sessão é suficiente; polpa viva e inflamada, 2 sessões.

    Com polpa mortificada, são necessárias mais sessões.
    0 tratamento é muito dolorido?
    Com o uso da anestesia, o tratamento é indolor e, às vezes, nos casos de polpa mortificada, nem é preciso anestesiar. Pode ser desconfortável por ser necessário permanecer muito tempo com a boca aberta.

    Após as sessões de tratamento, é comum sentir dor ?
    Não. 0 que pode acontecer nas primeiras 48 a 72 horas é ficar com uma sensação dolorosa decorrente da aplicação do anestésico e da manipulação do dente, que pode ser resolvida pela ingestão de analgésicos tipo AAS.

    Um dente já tratado pode receber novamente tratamento endodôntico? Em que casos isso é necessário?
    Sim, geralmente quando, no primeiro tratamento, não foi possível seguir os padrões exigidos: limpeza (remoção de todos os microorganismos), preenchimento hermético do canal com o material obturador etc. Essas incorreções podem provocar lesões na ponta da raiz (periápice) do tipo abcessos e lesões crônicas.

    Este tratamento é completamente eficiente?
    Sim, desde que bem executado e que os outros procedimentos que reconstituirão o dente, como restauração, coroas, incrustações, tratamento gengival etc., também sejam bem executados.

    0 dente morre depois do tratamento?
    Não, pois todo o suporte desse dente permanece vivo: osso, membrana periodontal (fibras que fixam o dente ao osso) e cemento (camada que recobre as raízes).
    0 inconveniente é que, como é a polpa que confere sensibilidade ao dente, se o mesmo for novamente atacado por cárie, isso não será percebido devido à ausência de sensação dolorosa.
    Outro possível problema é que o dente toma-se mais frágil, e isso deve ser levado em conta no momento da execução da restauração definitiva, que, nesse caso, deve ter características diferentes.

    Sempre que se trata o canal o dente escurece?
    Não. 0 que acontece é a perda do brilho, o que dá um aspecto mais amarelado. 0 escurecimento acentuado só acontece quando o dente sofre uma hemorragia ou mortificação pulpar antes do tratamento ou, então, por erro técnico.

    0 que poderá ocorrer se o tratamento endodôntico não for realizado?
    Poderá se desenvolver uma lesão na região apical (infecção na raiz e nos tecidos vizinhos), que poderá ter conseqüências mais sérias, como dor intensa, inchaço, febre e bacteremia (bactérias na corrente sangüínea). A única solução a partir daí poderá ser a extração do dente.







    http://www.dentistasrs.com.br/orientacao/tratamento_endodontico.htm

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  16. CÉLULAS DA POLPA: Odontoblastos, fibroblastos, células mesenquimais indiferenciadas, macrófagos e linfócitos.
    http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Dentina_e_Polpa.html

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  17. Esclarecimento dos termos desconhecidos

    Exposição pulpar-->É a exposição da polpa dentária, nem sempre relacionada a processo patogÊnico,uma vez que acontece no momento do preparo cavitário.

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  18. Em Relação a obstrução pulpar, ela pode ser explicada de modo sucinto como a invasão do tecido pulpar por tecido dentinário proveniente de uma produção anormal do mesmo pelas células da pré-dentina.

    tal acontecimento pode acarretar uma dificuldade de nutrição e hidratação dos dentes,podendo haver comprometimento futuro devido À não renovação de tecidos adjacentes mediante a ação desgastante da mastigação,atritos e outros meios...


    BRUNO AMORIM


    este comentário e o anterior foram baseados na discussão do assunto com amigos estudantes da área

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  19. O diagnóstico endodôntico:

    Ele é realizado basicamente em 3 etapas:

    • Exame clínico;

    • Exame radiográfico;

    • Teste de vitalidade pulpar.

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  20. CAUSAS DA VARIAÇÃO NA COR DO DENTE

    Embora muitas alterações na cor dos dentes estejam relacionadas com a deficiente higiene oral (placa bacteriana, tártaro e restos alimentares) há algumas que não estão.
    Estas alterações da cor dos dentes podem ter origem estranha ao dente, e são denominadas extrínsecas, ou podem ter origem nos tecidos do próprio dente, e são denominadas intrínsecas. Enquanto as primeiras conseguem resolver-se sem grande dificuldade através de técnicas de limpeza dentária (destartarização mecânica e manual e polimento das superfícies dentárias) as segundas têm tratamento mais difícil e complexo que pode passar por técnicas de branqueamento e mesmo tratamento protéico.
    As causas externas que podem alterar a cor dos dentes podem estar relacionadas:
    Com algumas profissões em que se manipulam metais como o ferro (coloração acinzentada-preta) e cobre (coloração azul-verde).
    Com o fumo do tabaco, dando uma coloração amarela-castanha-preta. A sua intensidade pode relacionar-se com a quantidade de cigarros fumados e com certas características da chamada "película adquirida" que envolve o dente.
    Com algumas substâncias contidas nos alimentos, como o tanino da fruta, vinho, café e chá; a clorhexidina, que é um desinfectante usado na cavidade oral; aldeídos contidos em frutas e bolos e que dão uma coloração amarelo-acastanhada.
    Com certas bactérias que existem na cavidade oral. São estas colorações verdes, alaranjadas, avermelhadas ou mais frequentemente negras, que aparecem mais em crianças, que alertam os pais e os levam a pedir ajuda de um profissional de saúde oral. Aparecem com mais frequência junto à gengiva dos dentes anteriores mas podem atingir toda a superfície dos dentes.
    Estes microorganismos chamam-se cromogéneos porque o seu metabolismo conduz à produção de substâncias que coram a película adquirida e a placa bacteriana que envolve o dente. As condições ecológicas específicas da flora oral de cada indivíduo proporcionam a reprodução dos microorganismos apesar de hábitos de higiene oral correctos. Assim, embora seja fácil e possível a remoção, por um dentista ou higienista, destas substâncias elas voltarão a aparecer e depositar-se nos dentes, algum tempo depois.
    Como foi referido atrás, este tipo de sedimentos é frequente em crianças e desaparece espontaneamente a partir da puberdade devido provavelmente a mudanças ecológicas na placa bacteriana que conduzem a modificações da flora oral.
    As causas intrínsecas da alteração da cor dos dentes estão relacionadas com cáries, decomposição dos tecidos internos do dente (necrose pulpar, traumatismo dentário, remoção incompleta aquando duma "desvitalização"), obturação com amálgama, distúrbios do desenvolvimento, algumas doenças gerais (fígado, sangue, doenças metabólicas e endócrinas) e por substâncias químicas (flúor em excesso e tratamento com tetraciclinas durante a formação do dente).

    http://www.abcdobebe.com/os-primeiros-dentes/alteracoes-na-cor-dos-dentes.html

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  21. A pulpectomia é indicada nos casos em que a polpa radicular está irreversivelmente inflamada ou perdeu a vitalidade. Esta técnica é considerada freqüentemente impraticável por causa da dificuldade na obtenção do acesso adequado aos canais radiculares e por causa da complexidade destes canais radiculares nos molares decíduos. Os canais são delgados e podem conter algumas intercomunicações. Porém, um trabalho retrospectivo recente de estudos clínicos demonstraram uma taxa de sucesso relativamente alta.

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  22. A polpa dentária é um tecido conjuntivo frouxo, envolvido pela dentina, exceto no forame apical, onde a mesma se comunica com o periodonto. Sua porção periférica é caracterizada pela sua participação na formação dentinária durante a vida do dente, além de manter a integridade da dentina. Em certos aspectos a polpa difere, estrutural e fisiologicamente, de outros tecidos conjuntivos. Desta maneira, ela dever ser considerada um tipo especial de tecido conjuntivo frouxo.
    Caracteriza-se por apresentar uma população variada de células, unidas por substância intercelular amorfa, constituídas principalmente de glicosaminoglicanas, ácido hialurônico, sulfato de condroitina, glicoproteínas e água. A substância intercelular fibrosa é principalmente de natureza colágena do tipo I e III. Apresenta também um amplo suprimento vascular e nervoso.

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  23. ODONTOBLASTOS: residem na periferia pulpar com os corpos celulares adjacentes à pré-dentina e os prolongamentos no interior dos túbulos dentinários;Os prolongamentos dos odontoblastos cruzam a prédentina e alcançam a dentina mineralizada;O odontoblasto é uma célula altamente diferenciada que não se divide mais, e assim sendo, quando o tecido pulpar é exposto pode ocorrer um reparo à custa da formação de uma ponte dentinária.

    FIBROBLASTOS: São as mais numerosas principalmente na coroa. Têm a função formadora e de manutenção da substância intercelular amorfa e fibrosa. Possuem citoplasma dilatado com muitas organelas associadas à síntese e secreção de proteínas.
    Com a idade a capacidade de síntese diminui e a célula fica achatada, núcleo fusiforme, cromatina nuclear densa e quando devidamente estimulado possui a capacidade de degradar o colágeno.
    Acredita-se também que os fibroblastos possam dar origem a novos odontoblastos.

    CÉLULA MESENQUIMAL INDIFERENCIADA:Células poliédricas, núcleo claro, centralmente colocado, citoplasma abundante, com inúmeros prolongamentos e são as células que dão origem às demais células da polpa. Assim sendo, dão origem aos fibroblastos, macrófagos ou odontoblastos. Muitas vezes as células indiferenciadas estão relacionadas com os vasos sangüíneos

    MACRÓFAGOS: Célula grande, oval ou fusiforme, núcleo com cromatina densa e citoplasma fortemente corado, possui muitos lisossomos que aparecem como áreas claras no citoplasma. O macrófago ativo elimina células mortas e material particulado, quando surge inflamação o macrófago remove bactérias e interage com as outras células do processo inflamatório.

    LINFÓCITOS: Célula de defesa que ocasionalmente pode ser observada no conjuntivo pulpar.

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  24. http://www.foar.unesp.br/Atlas/Res_Dentina_e_Polpa.html

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  25. Pulpotomia com hidróxido de cálcio
    Para Guedes-Pinto et al., 1995, o uso de hidróxido de cálcio como material capeador da porção radicular após pulpotomia em dentes decíduos. Os resultados parecem parecem não ser tão animadores após várias pesquisas clínicas e histólogicas. No entanto, Russo & Holland 43, têm obtido êxito neste campo, recomendando esta técnica de hidróxido de cálcio em casos de pulpotomias em dentes decíduos

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  26. Dentina Reacional: formada por odontoblastos maduros, em resposta a estímulos de baixa intensidade; Dentina Reparadora: - tubular: formada depois morte de odontoblastos, por células semelhantes a odontoblastos, em resposta a estímulos de baixa intensidade; - atubular: formada depois morte de odontoblastos, por células semelhantes a fibroblastos, em resposta a estímulos de subida intensidade.Guedes-Pinto et al., 1995

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  27. Tratamento endodôntico
    É a remoção do tecido mole que se encontra na parte mais interna do dente (câmara e canal), e que recebe o nome de polpa. Esta pode estar sadia ou infectada e, ao ser removida, é substituída por um material obturador.
    http://www.dentistasrs.com.br/orientacao/tratamento_endodontico.htm

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